Autoridades policiais de São Paulo confirmaram nesta segunda-feira (26/01) que as crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, não foram localizadas em um hotel no Centro da capital paulista.
Os irmãos estão desaparecidos desde 4 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal, no Maranhão.
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Após verificação presencial no endereço mencionado em denúncia, equipes da Polícia Civil paulista constataram que as crianças encontradas no local não correspondem às características dos irmãos maranhenses, descartando completamente essa linha de investigação.
As operações para localizar os irmãos desaparecidos atingiram a marca de 23 dias nesta segunda-feira. A força-tarefa mobilizada para o caso percorreu distância superior a 200 quilômetros em operações terrestres e aquáticas durante os primeiros 20 dias de trabalho, incluindo áreas de mata fechada e locais de difícil acesso.
A estratégia de buscas passou por modificações na semana passada, após as autoridades não encontrarem vestígios das crianças nas áreas inicialmente investigadas e depois de analisarem o depoimento do primo de 8 anos que estava com elas quando desapareceram.
“A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro do DOPE, esclarece que não procede o fato das crianças citadas terem sido encontradas em São Paulo. Os policiais da divisão, cientes da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas”, informou a Polícia Civil de São Paulo.
O inquérito policial, que já acumula mais de 200 páginas, está sob responsabilidade de uma comissão especial formada por três delegados – dois oriundos de São Luís e uma de Bacabal. As operações de busca concentram-se na zona rural de Bacabal, com foco em áreas de mata, no rio Mearim e em lagos da região.
Mais de mil pessoas, entre agentes de segurança estaduais, federais e voluntários, participaram das operações desde o início das buscas. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que, embora as buscas em campo tenham sido reduzidas, as equipes permanecem em prontidão para retomar as operações caso surjam novos indícios.
O primo de 8 anos que estava com as crianças recebeu alta hospitalar na terça-feira (20/01), após permanecer 14 dias internado. Ele retornou ao quilombo no sábado (24/01) e tem auxiliado nas buscas, indicando um local denominado “casa caída”, onde cães farejadores confirmaram a passagem das crianças.
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Segundo o relato do menino, o grupo pretendia ir até um pé de maracujá próximo à casa do pai dele, mas para evitar serem vistos por um tio, optaram por entrar por outro trecho da mata, momento em que se perderam.
Entre as ferramentas utilizadas nas buscas está o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil do Maranhão. Este sistema emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças, utilizando plataformas como Facebook e Instagram para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
