Convidado de estreia do programa Sobremesa, nova atração da TMC, o jornalista Ricardo Feltrin fez revelações sobre os diversos processos que já levou na carreira e disse que se tornou alvo mais fácil agora com seu canal no YouTube.
“Eu trabalhei 23 anos na Folha de S.Paulo, 20 anos no UOL, três anos na Folha da Tarde, um ano no Agora. Nestes quase 40 anos, foram seis processos e cinco vitórias”, revelou o jornalista de entretenimento, nesta segunda-feira (26/01) . “Em dois anos de YouTube, já são uns 22 processos.”
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Sua única derrota na Justiça aconteceu na época do UOL. Feltrin foi processado pela Globo e por Juliana Paes. “Foi uma besteira, nem sabia que estava sendo processado”, contou.
O jornalista havia publicado uma foto sem autorização da série “Gabriela”, de uma cena de topless da atriz. “Um contato meu estava na gravação, fez a foto e me mandou. Publiquei. E a Globo me processou por entender que eu tinha pegado a foto deles e tirado a marca d’água. Só que a foto era minha.”
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“Eu nem sabia que estava sendo processado. Um dia abro a internet e vejo a notícia lá: ‘Juliana Paes ganha processo contra jornalista’. Na hora, pensei: ‘nem vou ler’. Saiu em todo lugar. De noite, quis ver quem era e descobri que era eu”, relembrou.
Feltrin diz que os processos mais recentes são diferentes dos que enfrentou na época em que trabalhava nas mídias mais tradicionais.
“Eu sou respeitoso, faço crítica, mas não ofendo a honra. Não xingo, eu não calunio. Todos os processos que estou recebendo hoje são patéticos. São pessoas que estão fazendo processo de intimidação.”
O jornalista também revelou que já recebeu uma proposta indecente em seu trabalho.
“Tinha uma moça que fazia cover de uma personagem famosa, de filme adulto. Ela ofereceu uma noite de prazer e devassidão para eu dar a nota sobre. Eu nunca dei, não faço isso. Isso, pra mim, é corrupção. É como receber dinheiro (para publicar a nota).”
Crítica ao jornalismo atual
Com larga experiência em grandes redações, Feltrin criticou o jornalismo atual. E afirmou que muitos profissionais da imprensa estão “fazendo campanha” em meio à polarização política.
“Se eu soubesse que o jornalismo iria virar essa vergonha que é hoje… você não vê mais notícias, o hard news, você vê militância. Vejo jornalistas fazendo campanha de apoio a políticos. Se eu pudesse voltar no tempo, eu não seria jornalista. Seria músico ou teria insistido em estudar química.”
Ele citou um exemplo, sem citar nomes. “Os jornalistas perderam a vergonha. Ontem (domingo), eu vi uma repórter rindo do raio que caiu lá no evento do Nikolas. Rindo de um negócio desse… Isso, para mim, é fazer campanha“, afirmou, em referência ao raio que deixou feridos durante mobilização política liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília.
