O governo Donald Trump decidiu afastar Gregory Bovino do comando das operações da Patrulha de Fronteira em Minneapolis a partir desta terça-feira (26), em meio a uma reorganização da política federal de imigração no estado de Minnesota. A mudança ocorre após polêmicas envolvendo a atuação de agentes federais e coincide com a designação de Tom Homan, o chamado “czar da fronteira”, para liderar as ações no terreno.
Segundo o The New York Times, Bovino — conhecido por táticas duras em grandes centros urbanos — foi transferido da cidade como parte de um esforço da Casa Branca para reduzir a tensão e recalibrar a presença federal na região. Além dele, outros agentes da Patrulha de Fronteira também devem deixar Minneapolis.
A decisão vem na esteira de protestos intensos após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes do ICE no último sábado. O caso foi o segundo envolvendo forças federais na cidade neste mês, depois da morte de Renee Good, e se tornou símbolo de contestação às políticas migratórias do governo.
Horas antes da saída de Bovino, Trump anunciou nas redes sociais o envio de Tom Homan para assumir o controle das operações do ICE no Minnesota. “Tom é duro, mas justo, e responderá diretamente a mim”, escreveu o presidente, sinalizando maior controle direto da Casa Branca sobre a atuação das agências.
Atualmente, mais de mil agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e até dois mil do ICE estavam mobilizados em Minneapolis, de acordo com o jornal.
Quem é Tom Homan
Veterano das forças de segurança, Thomas Douglas Homan foi nomeado “czar da fronteira” em novembro de 2024, no segundo mandato de Trump. Ele já comandou o ICE interinamente entre 2017 e 2018 e é conhecido por defender deportações em larga escala e opor-se às políticas de cidades-santuário.
Homan foi um dos principais defensores da separação de famílias na fronteira durante o primeiro governo Trump. Após deixar o cargo, atuou como comentarista da Fox News e integrou a Heritage Foundation, colaborando com o Projeto 2025.
Em 2024, chegou a ser citado em uma investigação do FBI por suspeita de suborno, encerrada em 2025 por falta de provas. Sua nomeação para Minnesota marca uma troca de comando, mantendo a linha dura da política migratória, agora sob supervisão mais direta do presidente.
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