Rafinha, ex-lateral do São Paulo, foi apresentado como novo gerente esportivo do clube nesta terça-feira (27/01) no Centro de Treinamento da Barra Funda. Durante sua primeira entrevista coletiva no cargo, o dirigente avaliou o momento atual do Tricolor e explicou que sua principal função será atuar como intermediário entre diretoria, comissão técnica e elenco.
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O novo gerente esportivo trabalhará diretamente com o executivo de futebol Rui Costa e o presidente Harry Massis. Rafinha destacou que sua prioridade será o departamento de futebol do clube.
“Vou fazer essa função de elo entre diretoria e jogadores e comissão técnica, que acho que no momento é o que mais precisa o São Paulo. A prioridade é o futebol. Nesse momento é fazer essa blindagem aqui no CT para o futebol“, declarou o ex-jogador.
Ao abordar as dificuldades que o clube enfrenta, Rafinha relembrou sua experiência como atleta do Tricolor, quando também vivenciou períodos de crise institucional.
“Eu fui campeão com salário atrasado. Fomos campeões da Copa do Brasil com salários atrasados. Isso não é normal. Em nenhuma profissão isso é normal. Mas entendemos o momento”, afirmou o dirigente, que complementou: “Problema não pode ser muleta”.
O ex-lateral foi enfático ao cobrar uma postura diferente do elenco. Para ele, apesar das dificuldades financeiras e políticas que o clube atravessa, os jogadores não podem usar esses fatores como justificativa para desempenhos abaixo do esperado.
Durante a entrevista, Rafinha comentou sobre as recentes declarações do técnico Hernán Crespo após a derrota no clássico contra o Palmeiras, que geraram repercussão negativa entre torcedores.
“Foi uma declaração depois de um jogo, uma derrota no clássico. O Crespo tem o respaldo da diretoria, do presidente, do futebol. Naquele momento, fala com o coração. Às vezes não é o momento de responder do jeito certo. Claro que o São Paulo não entra para fazer 45 pontos. Já falei isso como jogador. Estávamos num momento ruim em 2023 e dei essa declaração”, explicou o dirigente.
Rafinha reconheceu que o processo de recuperação do clube demandará tempo. “Esse momento não vai acabar amanhã“, admitiu, indicando que as mudanças propostas não surtirão efeito imediato no desempenho da equipe.
O novo dirigente deixou claro que, apesar das dificuldades, o São Paulo precisa manter suas ambições elevadas. “Sabemos do nosso momento. Sem soberba nenhuma, respeitando o momento que o clube vive. Jamais o São Paulo vai entrar numa competição pensando em permanecer. O São Paulo é muito grande“, afirmou.
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Rafinha mencionou que em 2023, quando ainda era jogador, também fez declarações sobre o momento difícil que o time atravessava.
“Eu conheço todo mundo. É o mesmo time, as mesmas pessoas. Inclusive hoje já vi todo o movimento que está sendo feito para as coisas serem acertadas, que encontrem uma solução para o que tem pendente”, destacou Rafinha, demonstrando otimismo com as medidas internas que estão sendo implementadas no clube.
