A Marquise do Parque Ibirapuera ficou submersa durante forte temporal que atingiu São Paulo nesta terça-feira (27/01). A estrutura projetada por Oscar Niemeyer havia sido reaberta no sábado (24/01) pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), após obras de requalificação que custaram quase R$ 87 milhões. O espaço estava fechado desde 2019 e totalmente interditado desde 2020, quando laudos técnicos apontaram risco de colapso da estrutura.
A água invadiu até os banheiros recém-reformados do local. A reabertura aconteceu na véspera do aniversário de 472 anos da capital paulista, após seis anos de fechamento para o público.
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A Urbia, concessionária responsável pela gestão do Parque Ibirapuera, afirmou que o acúmulo de água não está relacionado a problemas na obra realizada. O alagamento foi provocado pela intensidade da chuva em curto período e por limitações no sistema de drenagem no entorno do espaço.
Impactos do temporal na cidade
O temporal atingiu principalmente as zonas Sul, Oeste e Central de São Paulo. Entre 15h e 16h45, toda a cidade ficou em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A Defesa Civil emitiu alerta às 15h16 sobre a chuva que se espalhava por diversas regiões.
Vias importantes como a Rua da Consolação e a Avenida 23 de Maio ficaram temporariamente bloqueadas. O Corpo de Bombeiros registrou, entre 14h e 18h28, 33 ocorrências de quedas de árvores, uma de desabamento e quatro de enchentes na capital e região metropolitana.
No pico do temporal, mais de 80 mil imóveis ficaram sem energia elétrica na Grande SP. O número caiu para 69.057 às 18h30 e para cerca de 60 mil às 19h.
Medidas anunciadas após o incidente
A concessionária Urbia anunciou que iniciará trabalhos de manutenção nesta quarta-feira (28) para evitar novos episódios de alagamento. A Enel informou que mantém equipes mobilizadas com seu plano de contingência para o verão.
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que “acionou a concessionária Urbia, responsável pela gestão do espaço, para a verificação do ocorrido e a adoção das medidas necessárias a fim de evitar novos incidentes, garantindo a preservação do patrimônio e a segurança dos frequentadores”.
Em comunicado, a Urbia declarou que “não há qualquer problema na obra ou na estrutura da Marquise do Parque Ibirapuera. O acúmulo de água registrado foi provocado pela chuva intensa concentrada em curto período e por limitações do sistema de drenagem no entorno do espaço.” A empresa iniciará, já nesta quarta-feira (28), a manutenção necessária para mitigar novos episódios e reforça que atua de forma contínua para garantir a segurança e o bem-estar dos visitantes.
A Enel informou que “mantém as equipes mobilizadas, com seu plano de contingência para o verão em andamento.” Após as chuvas que atingiram a área de concessão na tarde desta terça-feira, às 19h00, a companhia atua para atender cerca de 60 mil clientes impactados, o que representa menos de 0,7% da base da distribuidora.
Reabertura da Marquise
Na cerimônia de reabertura realizada no sábado, o prefeito Ricardo Nunes havia celebrado a entrega do espaço: “Dia de alegria para nós, dia da gente poder fazer essa entrega importante desse patrimônio da cidade”.
Para frequentadores antigos, como o geógrafo Jorge Patrick, a reabertura representou um reencontro com um espaço tradicional: “É tradicional, a gente vem desde criança aqui, sempre aproveitou”.
A Marquise do Ibirapuera é um dos principais símbolos arquitetônicos da cidade e conecta diferentes equipamentos culturais e áreas de recreação dentro do parque, um dos principais pontos turísticos e de lazer da capital paulista.
