São Paulo e Flamengo protagonizaram um grande jogo no Morumbis na noite da última quarta-feira (29/01). O tricolor paulista saiu atrás do placar, com gol marcado por Gonzalo Plata, mas conseguiu a virada com Luciano e Danielzinho indo para as redes.
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O lance que mais rendeu assunto, no entanto, aconteceu nos últimos segundos da partida, quando após uma bela defesa de Rafael, Arrascaeta finaliza no rebote, mas cai na área pedindo pênalti. Wilton Pereira Sampaio não marcou e esperou a análise do VAR, que também não viu infração.
Ex-árbitro e atual comentarista, Sálvio Spinola comentou o lance e ressaltou a dificuldade da análise.
“É um lance muito difícil de se chegar a uma conclusão. Um jogo que está 1 a 1 e aos 47 minutos do segundo tempo. É um grau de dificuldade altíssimo e o árbitro tem que tomar uma grande decisão”, afirmou.
Mesmo com a dificuldade, o ex-árbitro concordou com a marcação de Wilton Pereira Sampaio.
“Para mim não é pênalti. Respeito todos os colegas, participo de alguns fóruns de arbitragem e tem uma minoria que acha que foi pênalti. Para mim não é pênalti“, disse.
Sálvio explicou que o movimento de Alan Franco é natural e não há o movimento adicional por parte do defensor.
“O Alan Franco ocupa o espaço, ele tem o movimento natural de dar o passe e depois vem o movimento do Arrascaeta que tem o contato. O que seria pênalti? Se tivesse o movimento lateral do Alan Franco querendo atingir, o famoso ‘totó'”, disse Sálvio, que também não achou que o defensor foi imprudente.
“À luz da regra, tem também a imprudência, quando falta zelo ao jogador e ele acidentalmente atinge o adversário. Não acho foi isso, o Alan Franco dá a passada normal do jogo, ele ocupa espaço e tem o contato do Arrascaeta. A bola está disponível para o Arrascaeta chutar. Para mim não é pênalti”, completou.
Sálvio também elogiou a atuação do VAR. Por se tratar de um lance interpretativo, o ex-árbitro entende que o juiz da cabine não deve interferir na decisão de campo.
“O que eu mais gostei foi do VAR não atuar nesse lance. O VAR fez a checagem, entendeu que não. Esse é um lance totalmente interpretativo. Se o Wilton marca ou não o pênalti, eu entendo que esse lance não é para VAR”, afirmou Sálvio, que também cobrou que a postura do VAR continue assim ao longo do campeonato.
“É necessário que a arbitragem brasileira adote esse padrão de VAR, linha baixa e não atuando em todo momento, principalmente em lances interpretativos.”
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