Haddad comemora sinalização de corte na Selic e diz que Galípolo herdou “abacaxi” no BC

Ministro da Fazenda negou contato com dono do Banco Master e informou que Lula já recebeu sugestões para novas indicações à diretoria do Banco Central

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou satisfação com a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o início da flexibilização monetária.

Ele fez as declarações nesta quinta-feira (29/01), na entrada do Ministério da Fazenda, destacando a importância dessa indicação para o mercado financeiro e para a população brasileira.

Haddad ressaltou que o governo Lula mantém o compromisso de reconstruir as contas públicas do país. O ministro explicou que a equipe econômica espera que, com a redução da taxa de juros, a dívida pública comece a cair.

Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias

“Isso vai permitir que o ciclo de cortes de juros tenha continuidade até que chegue a um patamar adequado”, afirmou o ministro sobre a sinalização do Copom.

A manifestação de Haddad ocorre após a reunião do Copom realizada na quarta-feira (28/01), quando o comitê decidiu manter a Selic em 15% ao ano. Questionado se este seria o momento adequado para iniciar a flexibilização monetária, o ministro comentou que, se a decisão fosse baseada em uma disputa de “Fla-Flu”, a taxa já teria sido reduzida na própria reunião.

Para Haddad, apesar da manutenção da taxa, o mais importante foi a indicação do comitê de que os juros devem cair na próxima reunião.

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom afirmou: “O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”.

Durante sua declaração, Haddad também abordou o caso envolvendo o Banco Master. O ministro negou qualquer contato com o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando: “Nunca me encontrei com Vorcaro, eu sequer conhecia a imagem dele”.

O ministro revelou que não houve comunicação entre o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o Ministério da Fazenda para tratar sobre questões relacionadas ao Banco Master. Segundo Haddad, o caso era de conhecimento do então presidente da autoridade monetária.

Sobre as carteiras vendidas pelo Master ao Banco de Brasília, o ministro informou que tomou conhecimento do assunto apenas quando o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, iniciou sua gestão. “Não houve diálogo do BC com o Ministério da Fazenda antes da posse do Galípolo, logo que ele assumiu percebeu o tamanho do abacaxi”, declarou.

A diretoria do BC foi outro tema abordado com o ministro. Atualmente, a instituição opera com apenas sete membros, após dois diretores terem sido exonerados no final de 2025.

Leia mais: Master e BRB apresentaram versões contraditórias sobre origem de créditos em acareação no STF

Questionado sobre novas indicações, Haddad informou que o presidente Lula já conversou com assessores e pessoas de confiança, recebendo sugestões de nomes. O ministro não soube precisar se o presidente já havia “batido o martelo” sobre as escolhas.

Haddad explicou que, antes de formalizar indicações para o BC, Lula costuma dialogar com representantes do mercado financeiro, economistas e com os próprios candidatos aos cargos.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71