A polícia de Caldas Novas (GO) acredita que a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, tenha sido assassinado em um intervalo máximo de 8 minutos no prédio onde morada.
O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025, quando a vítima saiu de seu apartamento para verificar um problema de falta de energia. O corpo da mulher foi localizado na última quarta-feira (28/01), após 40 dias de buscas, em uma área de mata da cidade.
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A Polícia Civil prendeu o síndico Cléber Rosa de Oliveira e o seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, este último suspeito de tentar atrapalhar as investigações.
O delegado André Barbosa, responsável pelo caso, determinou o tempo exato do crime através de imagens das câmeras de segurança do edifício.
“A gente conseguiu estabelecer que Daiane desaparece às 19 horas e 30 segundos. E que a primeira pessoa a aparecer e acessar o subsolo com as imagens que a gente tinha pelos elevadores é uma senhora, moradora do prédio há mais de um ano, que ela aparece às 19h08”, explicou o delegado durante entrevista coletiva. “Portanto, a gente estabeleceu que o crime foi cometido em no máximo um lapso de 8 minutos”.
Na noite do desaparecimento, Daiane enviou um vídeo para uma amiga relatando o problema de energia em seu apartamento. O delegado Barbosa destacou detalhes importantes sobre os últimos momentos da vítima.
“Aquele vídeo que ela mesmo grava e encaminha para a amiga, aquele vídeo foi enviado às 18h59. Quando ela desce o elevador, é claro que ela está gravando o vídeo. Então, ela gravava e enviava. O terceiro vídeo ela não conseguiu enviar“, afirmou o investigador.
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O delegado também levantou uma hipótese sobre o último registro não enviado: “A dinâmica demonstrou que, ao descer gravando o vídeo, o síndico já estava lá. É possível que esse vídeo que ela não conseguiu enviar demonstrava prova específica”.
As investigações indicam que Cléber possivelmente utilizou as escadas do prédio para evitar ser registrado pelas câmeras de segurança. A polícia possui imagens que mostram o veículo do síndico, uma Fiat Strada com capota fechada, dirigindo-se para uma área de mata.
Após confessar o crime, Cléber Rosa de Oliveira conduziu as autoridades até o local onde havia ocultado o corpo da vítima. Embora todos os detalhes sobre a motivação do homicídio ainda não tenham sido esclarecidos, o síndico mencionou ter tido uma discussão acalorada com Daiane no dia do desaparecimento.
