Blocos tradicionais de SP ameaçam não desfilar

Cancelamento do Sargento Pimenta e queixas de outros blocos expõem impasse sobre financiamento do Carnaval de rua; Ricardo Nunes afirma garantir estrutura e defende apoio da iniciativa privada

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Reprodução/Instagram/@blocosargentopimenta
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Blocos tradicionais do Carnaval de rua de São Paulo alertam para o risco de não irem às ruas neste ano por falta de financiamento e dificuldade para captar patrocínios. O caso mais emblemático é o do Sargento Pimenta, que anunciou oficialmente que não desfilará na capital paulista. Organizadores também reclamam de baixo fomento público, falta de diálogo com a prefeitura e da demora na divulgação da programação, o que teria prejudicado negociações com apoiadores.

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Conhecido por homenagear os Beatles, o Sargento Pimenta, criado no Rio de Janeiro, desfilava em São Paulo desde 2013. Após anos em Pinheiros, o bloco reuniu milhares de foliões no entorno do Parque Ibirapuera em 2025, mas afirmou não ter conseguido apoio para repetir o desfile. Em comunicado nas redes sociais, a organização afirmou que a decisão não foi por falta de vontade, mas por inviabilidade financeira. Outros cortejos, como o Bloco Pagu, também admitem a possibilidade de cancelamento.

Em meio às críticas, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que os blocos precisam buscar patrocínio próprio e não depender exclusivamente do poder público. “Ficar acomodado, querendo tudo do governo, não é por aí”, disse o prefeito, ao defender que a cidade incentive o empreendedorismo cultural. Segundo ele, a prefeitura oferece estrutura operacional conforme o porte do desfile, incluindo banheiros químicos, gradis, limpeza e apoio de segurança.

Neste ano, 627 blocos estão autorizados a desfilar, mas apenas 100 foram contemplados com recursos municipais, por meio de edital de fomento cultural. O total destinado é de R$ 2,5 milhões, o que equivale a R$ 25 mil por bloco selecionado.

De acordo com a gestão municipal, os blocos que sinalizaram risco de não desfilar não se inscreveram no edital.

A gestão também anunciou o esquema de segurança, com 23 drones, 482 câmeras nos megablocos e um efetivo diário de 7,2 mil agentes da GCM e da Polícia Militar.

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