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Veja o que se sabe sobre os protestos contra a política migratória de Trump

Atos ganharam força após a morte de Alex Pretti em operação do ICE em Minneapolis

Milhares de pessoas foram às ruas em diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30/01) para protestar contra a política migratória do governo do presidente Donald Trump e contra a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Os atos ganharam força após a morte do enfermeiro Alex Pretti durante uma operação de agentes federais em Minneapolis, no estado de Minnesota.

Pretti foi morto no sábado (24/01) durante uma ação de imigração. Inicialmente, autoridades federais chegaram a classificá-lo como “terrorista doméstico”, mas recuaram após a repercussão do caso. O Departamento de Justiça anunciou a abertura de uma investigação para apurar possíveis violações de direitos civis, e o FBI assumiu o comando do inquérito, substituindo o Departamento de Segurança Interna, responsável pelos agentes envolvidos.

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Apesar do recuo institucional, Trump voltou a criminalizar Pretti nesta sexta-feira, chamando-o de “agitador” e “insurgente”. O presidente citou um vídeo gravado dias antes da morte do enfermeiro, no qual ele aparece chutando um carro do ICE e sendo contido por agentes. As autoridades afirmaram, no entanto, que o episódio não teve relação direta com a morte.

O caso evidenciou divergências dentro do próprio governo. Enquanto Trump afirmou que não vai retirar os agentes federais de Minneapolis, o principal assessor de imigração da Casa Branca, Tom Homan, havia declarado na véspera que o efetivo seria reduzido. O prefeito da cidade, Jacob Frey, pediu o fim da operação federal e afirmou que princípios básicos da democracia americana estão sendo colocados em xeque.

Em meio à indignação, manifestantes organizaram protestos mesmo sob temperaturas extremas. Em Minneapolis, onde os termômetros marcaram cerca de -15 °C, uma multidão marchou pelo centro da cidade pedindo justiça para Pretti e a retirada dos agentes federais. O cantor Bruce Springsteen esteve no local, prestou solidariedade à família do enfermeiro e apresentou uma música crítica à violência do ICE, que se tornou uma das mais baixadas do país.

As manifestações se espalharam por cidades como Nova York, Los Angeles, Detroit, Filadélfia e Columbus. Ativistas também convocaram uma paralisação nacional sob o lema “sem trabalho, sem escola e sem compras”, em um movimento não violento que cobra a reforma do ICE e a responsabilização de agentes envolvidos em ações violentas. Entre os casos citados pelos organizadores estão, além de Pretti, as mortes de Renee Good, Keith Porter e Silverio Villegas González.

O debate ganhou novos contornos com a prisão de jornalistas que cobriam os protestos. O ex-âncora da CNN Don Lemon foi detido por agentes federais após registrar uma manifestação dentro de uma igreja em St. Paul, em Minnesota, no dia 18 de janeiro. A repórter independente Georgia Fort também foi presa. Ambos afirmaram que atuavam no exercício da atividade jornalística. Especialistas em liberdade de expressão classificaram as detenções como preocupantes.

Leia mais: Quem é a “Barbie do Ice”, alvo de democratas e republicanos nos EUA

Os protestos ocorrem em meio a um impasse no Congresso sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna. Parlamentares da oposição defendem mudanças nas regras de atuação do ICE, como a exigência de mandados judiciais para prisões e a proibição do uso de máscaras por agentes federais. As investigações sobre a morte de Pretti e a repressão aos protestos seguem em andamento.

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