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Arquivos Epstein: Governo Trump divulga nova leva e alega que provas podem ser “falsas”

Nomes como Noam Chomsky, Bill Gates e Elon Musk constam na lista, mas Depto. de Justiça afirma que "incluiu tudo que o público mandou ao FBI"

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nos últimos dias, voltou a disponibilizar em seu site novos documentos relacionados aos “Epstein Files” (do inglês, “Arquivos Epstein”). A nova rodada de e-mails, correspondências e afins levantou nomes esperados e inesperados para o público, e pessoas das mais diversas áreas constam nas conversas com o falecido bilionário e chefe de uma enorme rede de tráfico humano e exploração sexual de menores.

Após a divulgação da primeira leva, nomes como os de Bill Clinton e Donald Trump, ex-presidente e atual presidente dos Estados Unidos, apareceram nos arquivos e foram assunto em todo o mundo. Agora, constam nomes como os dos bilionários Elon Musk e Bill Gates, e do cientista político Noam Chomsky. Os e-mails de Epstein contém até mesmo reações do bilionário ao incidente da facada contra Jair Bolsonaro, às vésperas da eleição de 2018.

O Departamento de Justiça, porém, inclui uma importante cláusula para o público: segundo o portal, “Esta produção pode incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou falsamente submetidos, haja vista que tudo que foi enviado ao FBI pelo público está incluso nesta produção em resposta ao Ato [de Transparência dos Arquivos Epstein, que regula e ordena a divulgação dos arquivos]”.

Em outras palavras, o Departamento de Justiça afirma que examinou os arquivos recebidos pelo FBI com rigor, valendo-se de “mais de 500 advogados e revisores do Departamento”, e também afirma na mesma moeda que os arquivos podem ser falsos. Opositores do Governo Trump alegam que trata-se de uma “salvaguarda” da Casa Branca para acobertar o presidente, que aparece nos Arquivos Epstein.

O comunicado do Departamento de Justiça chega até a incluir um parágrafo abertamente defendendo Trump:

“Esta produção pode incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou falsamente submetidos, haja vista que tudo que foi enviado ao FBI pelo público está incluso nesta produção em resposta ao Ato [de Transparência dos Arquivos Epstein]. Alguns dos documentos contém afirmações inverídicas e sensacionalistas sobre o Presidente Trump que foram enviadas ao FBI às vésperas das eleições de 2020. Para ser claro, as afirmações são infundadas e falsas, e se houvesse uma fração de credibilidade a elas, já teriam sido utilizadas como armas contra o Presidente Trump“, diz o parágrafo em questão, que destoa do tom neutro e institucional do texto até então.

Elon Musk responde e nega ligação com Epstein

Em sua conta na rede social X (antigo Twitter), da qual é dono, Elon Musk se pronunciou sobre sua suposta aparição nos Arquivos Epstein.

Se eu quisesse realmente passar meu tempo em festas com mulheres jovens, seria trivial para mim fazê-lo sem a ajuda de um perdedor esquisito como Epstein, e eu ainda teria 99% da minha mente disponível para pensar em outras coisas. Mas eu não quis”, afirmou Musk.

Em outra publicação, Musk é mais enfático em sua defesa: “Ninguém lutou mais pela divulgação completa dos Arquivos Epstein, bem como o julgamento de todos que abusaram de crianças, do que eu, sabendo muito bem que a ‘legacy media’ [como Musk se refere à chamada mídia tradicional, como veículos de notícia e jornais], propagandistas da extrema-esquerda e aqueles que realmente são culpados iriam: 1. Se recusar a admitir qualquer coisa; 2. Negar tudo; 3. Realizar contra-acusações a mim. Eu sabia que seria difamado enfaticamente, mesmo sem ter ido a qualquer uma de suas festas ou ao seu “Expresso Lolita” [avião de Epstein] ou ido à sua ilha assustadora ou feito qualquer coisa errada. Mesmo assim, a extrema dor de ser acusado de ser o oposto de quem sou vale a pena. Os fortes precisam proteger aqueles que não podem se proteger; especialmente crianças vulneráveis. Eu aceito de bom grado qualquer dor futura para poder proteger as crianças e lhes dar a chance de crescerem e viverem vidas felizes”.

Diversos usuários da rede social responderam a publicação de Musk com uma infame foto do bilionário em uma festa dos Oscars da Vanity Fair, em 2014, juntamente de Ghislaine Maxwell – principal “sócia” da rede de abuso e exploração de Epstein.

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