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Corretora morta em Caldas Novas tinha projétil alojado na cabeça, confirma perícia

Corpo de Daiane Alves Souza, desaparecida desde dezembro, foi encontrado após confissão do síndico do prédio onde ela morava

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado com um projétil alojado na cabeça, conforme reportagem exibida pelo “Fantástico” neste domingo (01/02). A vítima desapareceu em 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas, Goiás, e seus restos mortais foram localizados em 28 de janeiro, após confissão do síndico do prédio onde ela morava.

Cléber Rosa de Oliveira, síndico do edifício e autor confesso do homicídio, levou as autoridades até o local onde havia escondido o corpo da corretora, em uma área de mata às margens de uma estrada em Caldas Novas. Segundo informações divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, a perícia confirmou que a vítima foi morta com um tiro na cabeça.

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O assassinato teria ocorrido quando Daiane desceu ao subsolo para verificar a interrupção de energia em seu apartamento. Segundo Cléber, houve um “atrito” entre eles nesse momento.

A última imagem da corretora foi registrada no elevador do prédio. A Polícia Civil de Goiás acredita que o crime aconteceu no próprio dia 17 de dezembro, data do desaparecimento.

De acordo com os investigadores, toda a ação, desde o assassinato até a remoção do corpo, durou menos de oito minutos. O celular da vítima foi posteriormente encontrado na tubulação de esgoto da garagem do edifício.

A polícia ainda não esclareceu o local exato onde ocorreu o crime. Nenhum morador relatou ter ouvido disparos no dia do desaparecimento. A perícia não encontrou vestígios visíveis de sangue, mesmo após buscas no chão e no veículo do síndico. A arma utilizada no crime também não foi localizada.

Na quarta-feira (28/01), as autoridades realizaram a reconstituição do crime, incluindo disparos de arma de fogo no prédio. O delegado André Barbosa, responsável pela investigação, explicou que os tiros foram efetuados para confrontar a versão apresentada por Cléber. Os moradores foram previamente avisados sobre os disparos.

O síndico foi preso em sua residência após confessar o crime. Seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido temporariamente sob suspeita de obstruir a investigação policial, supostamente por ter auxiliado o pai na compra de um novo celular registrado em nome de Cléber.

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Ao chegar à central de delegacias especializadas em Goiânia, o síndico declarou: “Meu filho não tem nada a ver com isso”.

O porteiro do prédio prestou depoimento, mas não é considerado suspeito. Ele foi conduzido à delegacia porque a polícia identificou “divergências” em seu relato. O desaparecimento de Daiane ocorreu às 19h, coincidindo com a troca de turnos entre os porteiros diurno e noturno, fato que motivou sua convocação para esclarecimentos.

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