O Banco Central (BC) tornou obrigatória a implementação da versão 2.0 do mecanismo de devolução do PIX para todas as instituições financeiras do país a partir desta segunda-feira (2/1).
A nova regra de segurança do PIX visa facilitar a recuperação de valores em casos de falha operacional, fraudes, golpes ou coerção, permitindo um rastreamento mais eficiente das transferências suspeitas.
Ou seja, a atualização vai permitir um rastreamento mais preciso de recursos desviados por fraudes mesmo após transferências para múltiplas contas, ampliando as possibilidades de recuperação de valores para as vítimas de golpes.
Uma das novidades mais importantes é o bloqueio automático de contas que tenham alguma denúncia de fraude. Antes, havia um processo de análise após a denúncia, mas agora a conta suspeita é imediatamente bloqueada, e só depois ocorre a investigação.
Até agora, a devolução de valores obtidos por meio de fraudes só podia ser realizada a partir da conta que recebeu inicialmente a transferência irregular.
Com o novo sistema, o rastreamento segue o caminho percorrido pelo dinheiro através de diferentes contas, dificultando a ação de golpistas que transferem rapidamente os recursos para evitar bloqueios.
A medida busca combater uma prática comum entre golpistas, que movimentam imediatamente o dinheiro obtido ilegalmente para dificultar sua recuperação.
Contestação por autoatendimento
Desde 1º de outubro do ano passado, bancos e demais instituições financeiras já disponibilizam em seus aplicativos uma funcionalidade que permite contestar transações PIX sem necessidade de atendimento humano.
“Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação”, disse o BC quando anunciou as alterações no ano passado.
O Mecanismo Especial de Devolução (MED) é a ferramenta que permite o bloqueio e a recuperação acelerada dos valores transferidos de forma irregular.
O compartilhamento de informações sobre contas fraudulentas entre as instituições participantes do sistema deve ajudar a impedir que essas mesmas contas sejam utilizadas em novos golpes.
