Palmeiras oficializa a rescisão contratual de forma unilateral com o Grupo Fictor, após a companhia não arcar com o último pagamento de 2025, entrar em colapso financeiro e pedir recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no último domingo (1). O clube tomará as medidas cabíveis para não sofrer calote.
O acordo entre as partes previa o pagamento de R$ 25 milhões fixos por temporada e mais R$ 5 milhões em metas contratuais por ano válidos até dezembro de 2027 e possibilidade de renovação até o final de 2028. Porém, a Fictor não fez o pagamento da última parcela fixa referente ao ano de 2025 e também as bonificações pelo desempenho esportivo da temporada passada, totalizando cerca de R$ 2,6 milhões.
Em nota, a Sociedade Esportiva Palmeiras se pronunciou sobre o encerramento do contrato.
“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”.
Por contrato, o Grupo Fictor tem que pagar ao Verdão R$ 60 milhões, sendo R$ 50 milhões referente a parte fixa do vínculo firmado e os outros R$ 10 milhões das metas contratuais.
A instituição financeira entrou em colapso após a tentativa, por meio um consórcio liderado por um dos sócios da Fictor, de adquirir o Banco Master, que por sua vez, teve as operações interrompidas pelo Banco Central.
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou o Grupo Fictor em nota.
A marca da empresa é estampada na propriedade máster e costas dos uniformes das categorias de base palestrina e nas costas do time principal (masculino e feminino). Agora, o Palmeiras recorre à Puma para a retirada do nome da empresa de seus uniformes.
O departamento de marketing do clube também busca novos parceiros no mercado, já que a Fictor era o segundo maior patrocínio do Palmeiras, atrás apenas da SportingBet, que investe mais de R$ 100 milhões anuais no alviverde.
