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Bill e Hillary Clinton decidem depor sobre ligação com Jeffrey Epstein

Ex-presidente e ex-secretária de Estado haviam negado depor anteriormente, mas Congresso ameaçou votar desacato do casal

O ex-presidente Bill Clinton e sua esposa Hillary Clinton, ex-secretária de Estado, chegaram a um acordo com o Congresso dos Estados Unidos para depor pessoalmente a respeito das investigações da Casa sobre Jeffrey Epstein, financista que era dono de uma rede de tráfico e exploração sexual de menores. Bill é um dos nomes mais proeminentes no caso, tendo aparecido em fotos, vídeos e mensagens com Epstein.

O casal havia sido intimado a depor anteriormente, mas se recusou; a Casa, então, se propôs a indiciar os Clintons por desacato ao Congresso. Às vésperas do dia em que o desacato seria votado em plenário, Bill e Hillary decidiram prestar depoimento.

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Na primeira leva de documentos do caso Epstein, divulgada em dezembro de 2025, Bill Clinton aparece em fotos inéditas e chocantes: em uma delas, o ex-presidente aparece seminu em uma banheira de hidromassagem com uma “vítima de Epstein”, conforme o Departamento de Justiça dos EUA.

A leva mais recente, divulgada na última sexta-feira (30/02), revela comunicações frequentes entre os Clintons e Ghislaine Maxwell, braço-direito e principal parceira de Epstein na rede de exploração. Uma análise da CNN revelou que Bill Clinton esteve ao menos 16 vezes no avião particular de Epstein entre 2001 e 2004.

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, afirmou que irá discutir os termos da proposta de Bill e Hillary antes de seguir em frente com o depoimento.

“A defesa dos Clintons afirmou que concordam com os termos, mas estes termos, mais uma vez, não estão claros e eles não providenciaram datas para seus depoimentos”, afirmou Comer. Para o parlamentar, “a única razão pela qual eles disseram que concordam com os termos é porque a Casa decidiu votar o desacato“.

“Eu vou esclarecer os termos aos quais eles dizem concordar, e em seguida vou discutir os próximos passos com meus colegas de Comitê”, encerrou Comer.

O que foi o “Caso Epstein”, e por que ele importa

Jeffrey Epstein foi um financista estadunidense notório por ter cultivado, com seu dinheiro e influência, um círculo social de elites em todo o mundo. O magnata viria a transformar seu enorme livro de contatos em uma rede global de tráfico e exploração sexual de menores de idade, e chegou a ser condenado por prostituição de uma menor em 2008.

Epstein era conhecido pelas festas que promovia em sua “ilha pessoal”. Participaram dessas festas celebridades, atletas, políticos, empresários, cientistas e pessoas notáveis de praticamente todas as áreas da sociedade, o que também dava a Epstein acesso e poder inimagináveis; tanto pelo contato direto entre ele e as elites, quanto pela conhecida chantagem que o financista realizava com seus clientes, que temiam que Epstein divulgasse o que fizeram na sua mansão caso não o obedecessem. A mansão do financista contava com uma enorme quantidade de câmeras e microfones, capturando tudo que ali acontecia.

Quando o financista foi preso em 2019 por tráfico sexual de menores na Flórida e em Nova York, a população e setores da política dos Estados Unidos pressionaram o governo Trump a extrair de Epstein toda a verdade sobre os “Arquivos Epstein” – suas correspondências, os registros de voos para sua ilha, quem esteve na casa dele ao longo dos anos, entre outros.

Leia mais: Arquivos Epstein: Senador do Partido Democrata reaparece nos documentos

A verdade, porém, ficaria obstruída; no dia 10 de agosto de 2019, Jeffrey Epstein morreu na prisão, alegadamente após se suicidar em sua própria cela. Especialistas forenses desafiam a conclusão do poder público, e uma fita do FBI dizendo mostrar vídeos das câmeras de segurança do presídio possuía quase 3 minutos de imagens perdidas.

A divulgação dos “Arquivos Epstein” foi ignorada, contra a vontade e os protestos da população, pelos governos Biden e Trump até 2025. Depois de prometer, em sua campanha, que divulgaria os Arquivos Epstein caso fosse reeleito, o atual presidente Donald Trump o fez com quase um ano de atraso e resistência.

Documentos nos Arquivos Epstein “podem ser falsos”, alega governo Trump

Os novos documentos divulgados no caso Epstein podem ser livremente acessados no portal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que encabeça os esforços do Ato de Transparência dos Arquivos Epstein.

Mesmo assim, o próprio Departamento comunicou uma mensagem confusa em nota oficial: no mesmo texto, o órgão afirma que realizou uma inspeção rigorosa da documentação enviada ao FBI, mas também alega que podem existir provas “falsas ou falsamente submetidas”, especialmente aquelas que incluírem “acusações contra o Presidente Trump”.

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