O Ministério Público do Rio denunciou e pediu a prisão da advogada argentina Agostina Páez por injúria racial e gestos racistas contra três funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O caso ocorreu no dia 14 de janeiro.
Segundo a denúncia, Agostina teria se referido a um funcionário como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usado a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal. Ainda de acordo com o MP, ela repetiu ofensas, usando expressões e gestos racistas.
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Um vídeo das agressões viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil. Agostina nega as acusações e afirma que os gestos teriam sido uma “brincadeira”.
Para o Ministério Público, houve clara intenção de humilhar os funcionários, com conduta reiterada, mesmo após alertas de que o comportamento configurava crime no Brasil. O pedido de prisão também se baseia no risco de fuga, já que a advogada é estrangeira e permanece no país.
O crime de racismo é previsto na Lei nº 7.716, com pena de dois a cinco anos de prisão. Pela Constituição, trata-se de um crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não permite pagamento de fiança e não deixa de ser punido com o passar do tempo.
