O Corinthians segue trabalhando nos bastidores para tentar viabilizar o retorno de Fabrizio Angileri ao Parque São Jorge. O lateral-esquerdo, de 31 anos, está livre no mercado desde o fim de seu contrato, encerrado em 31 de dezembro de 2025, e o clube aposta no desejo do jogador de permanecer no Brasil como fator decisivo para um possível acordo.
Apesar do discurso público de otimismo, as conversas enfrentam um obstáculo claro. A Rádio TMC apurou, com exclusividade, que o principal entrave neste momento está no empresário de Angileri, que tem endurecido as tratativas e dificultado um avanço nas negociações. Internamente, a avaliação é de que o problema não passa pela vontade do atleta, mas sim pelas condições colocadas pelo estafe.
O Corinthians tentou renovar o vínculo desde agosto do ano passado, mas as tratativas não avançaram, principalmente por questões financeiras. Naquele momento, as exigências afastaram um acordo. Com o fim do contrato e a dificuldade de reposição no mercado, o cenário mudou e o nome de Angileri voltou a ganhar força dentro do clube.
A diretoria tem encontrado obstáculos para achar um lateral-esquerdo que se encaixe no perfil buscado: baixo custo, possibilidade de empréstimo ou atleta livre e com experiência. As opções disponíveis não agradaram, seja por valores, seja por questões técnicas, o que reforçou a ideia de tentar um retorno já conhecido internamente.
Desde que deixou o Corinthians, Angileri recebeu sondagens e propostas de outros mercados, mas ainda não definiu o próximo passo da carreira. Pessoas próximas ao jogador indicam que ele não descarta uma nova passagem pelo clube, o que mantém a negociação em aberto, mesmo diante do impasse atual.
A indefinição teve reflexo direto no elenco. Angileri ficou fora da lista de atletas que conquistaram a Supercopa do Brasil, enquanto Dorival Júnior trabalha hoje com poucas alternativas para a lateral esquerda. Atualmente, Hugo Farias é a principal opção para a reserva de Matheus Bidu.
Já Diego Palacios, que retornou recentemente de empréstimo do Karpaty, da Ucrânia, acabou sendo negociado novamente, desta vez com a Universidad Católica, do Equador. Com isso, o Corinthians segue pressionado por uma solução e depende, mais do que nunca, de uma mudança de postura fora de campo para destravar o caso Angileri.
