Um ataque israelense em Gaza matou ao menos 20 palestinos nesta quarta-feira (04/02), informaram autoridades de saúde locais. A ação militar ocorreu três dias depois da reabertura da fronteira de Rafah, principal passagem entre Gaza e Egito.
As operações militares atingiram diferentes regiões do território palestino, com ataques registrados tanto no sul quanto no norte de Gaza. Segundo informações da Reuters, as Forças Armadas de Israel justificaram a ofensiva como resposta a disparos realizados por militantes contra tropas israelenses que atuavam próximo à linha de armistício com o Hamas.
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Entre os mortos, estava um médico que prestava socorro a pessoas atingidas por um primeiro ataque na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza. Ele foi atingido por um segundo bombardeio no mesmo local, segundo as autoridades de saúde palestinas.
Os ataques também vitimaram um bebê de apenas 5 meses, durante bombardeios na cidade de Gaza, região norte do território. No total, quatro crianças estão entre os mortos, informou a Reuters. As autoridades não divulgaram informações sobre o número total de feridos ou sobre possíveis danos à infraestrutura local.
As Forças Armadas israelenses afirmaram que lançaram os ataques após militantes abrirem fogo contra tropas israelenses que operavam perto da linha de armistício com o Hamas. Segundo os militares, um soldado ficou gravemente ferido durante o incidente, o que foi caracterizado como uma violação do acordo de cessar-fogo.
A intensificação da violência compromete os esforços de pacificação na região. O acordo de cessar-fogo, que conta com apoio dos Estados Unidos, sofre novo revés com esses incidentes, especialmente após a reabertura da principal passagem de fronteira com o Egito, que havia ocorrido três dias antes e representava um avanço importante para a trégua.
