O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) apontam que a família Vorcaro lesa fundos de previdência estaduais e municipais desde 2018. O esquema envolve prejuízos milionários em operações monitoradas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), utilizando empresas em nome da família para coletar recursos públicos de forma sistêmica.
A gravidade do cenário se materializou na última terça-feira (03/02), com a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência.
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A instituição, ligada ao governo de Cláudio Castro, alocou quase R$ 1 bilhão dos aposentados no Banco Master. O Amapá fez o mesmo, com outros R$ 400 milhões de servidores.
As investigações indicam que esse dinheiro serviu para “segurar a onda” do banco entre 2023 e 2024, quando a instituição já estava mal das pernas. O MPF apura se houve direcionamento político para salvar o Master, que oferecia taxas de rendimento impossíveis de serem honradas, destoando de todo o mercado financeiro.
Tudo escalou quando o BRB, banco público de Brasília, tentou comprar o Master em 2025. O Banco Central (BC), ao fiscalizar a transação, encontrou fraudes grosseiras em documentos para justificar aportes bilionários.
O BC enviou quatro notificações criminais, revelando que o banco era usado como um duto de recursos.
O caso agora mira o Congresso Nacional, com indícios robustos de compra de apoio parlamentar e blindagem jurídica. O que era um tronco virou uma árvore de corrupção que une personagens da política e da justiça.
O alerta foi dado: gerir mal o dinheiro dos aposentados para salvar bancos privados terá um custo alto.
