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Presidente do BRB negocia venda de ativos do Banco Master presencialmente na Faria Lima

Nelson Antônio de Souza busca desfazer-se de carteiras de crédito, imóveis e restaurantes adquiridos da instituição investigada pela PF

Nelson Antônio de Souza, presidente do Banco de Brasília (BRB), viaja nesta quarta-feira (04/02) para São Paulo com o objetivo de negociar a venda de carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. As tratativas ocorrerão na região da Faria Lima, principal centro financeiro da capital paulista, onde Souza se reunirá com potenciais compradores.

A instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal mantém conversas com diversos agentes do mercado para se desfazer de ativos que não pretende conservar. Além de imóveis, o banco oferece restaurantes e outros ativos que podem contribuir para recuperar seu caixa após a compra de créditos considerados problemáticos. A estratégia visa reduzir a exposição a riscos depois da crise que envolveu o Banco Master.

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A liquidação extrajudicial do Master e uma operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes bilionárias motivaram a decisão de vender esses ativos. Segundo as investigações, o BRB adquiriu carteiras de crédito que somam R$ 12 bilhões, caracterizadas como de baixa qualidade e sem garantias financeiras adequadas.

O banco brasiliense começou a comprar créditos do Master em 2024, durante a gestão anterior, quando Paulo Henrique Costa presidia a instituição. Em março de 2025, o BRB anunciou um acordo para adquirir o próprio banco de Daniel Vorcaro por cerca de R$ 2 bilhões, negócio posteriormente vetado pelo Banco Central em setembro do mesmo ano.

Fundos especializados em ativos problemáticos devem demonstrar interesse nas negociações, pois costumam comprar com descontos significativos para tentar recuperar parte do valor posteriormente. Bancos e gestoras de crédito também podem participar, interessados nas partes “limpos” da carteira, enquanto investidores imobiliários tendem a buscar os imóveis.

A PF investiga as transações entre o BRB e o Master, apurando suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao banco de Vorcaro. Como resultado dessas investigações, Paulo Henrique Costa foi inicialmente afastado da presidência do BRB e depois demitido, sendo substituído por Nelson Antônio de Souza.

Na semana passada, a Polícia Federal instaurou um novo inquérito específico sobre possíveis fraudes financeiras na gestão do banco brasiliense, conforme informação publicada pela colunista Míriam Leitão, do jornal “O Globo”. A investigação foi aberta devido a indícios de práticas de gestão fraudulenta além daquelas já identificadas na proposta de compra do Banco Master.

Leia mais: Daniela Lima: Família Vorcaro lesa fundos de previdência de estados e municípios desde 2018

As autoridades investigam uma aquisição “pulverizada” de ações do BRB por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos. De acordo com as investigações, Daniel Vorcaro (proprietário do Master), Maurício Quadrado (ex-sócio) e João Carlos Mansur (fundador e ex-executivo da Reag Investimentos) compraram ações do banco como pessoas físicas, utilizando diversos fundos e estruturas intermediárias, o que dificultou a identificação dos verdadeiros compradores.

A Polícia Federal continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias das transações entre as instituições financeiras e as possíveis irregularidades cometidas pelos envolvidos.

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