O técnico Dorival Júnior comparou seu desempenho à frente da seleção brasileira com o trabalho atual de Carlo Ancelotti. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (4/2), o atual comandante do Corinthians analisou sua passagem pela equipe nacional, que durou de janeiro de 2024 a março de 2025.
“Eu quero colocar algo sobre seleção. Nunca existiu mágoa. Mas gerou desconfiança até em relação ao meu trabalho, pois as críticas foram muito pesadas. O percentual é praticamente igual. Tivemos 16 partidas, ele está fazendo oito, com números semelhantes. O trabalho daquele momento foi muito mal visto de como ele aconteceu, apenas isso que lamento”, declarou Dorival.
Durante seu período no comando da seleção, o treinador acumulou sete vitórias, sete empates e duas derrotas em 16 jogos. Ancelotti, por sua vez, dirigiu a equipe em oito partidas até agora, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas.
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Dorival manteve a convicção de que teria obtido bons resultados na Copa do Mundo caso permanecesse no cargo.
“Não tenho dúvida que faríamos um trabalho visando a Copa que daríamos resultado. Chegaríamos na Copa em crescimento, em um processo que todos precisam passar.” Mas houve uma impaciência generalizada que me causaram uma situação muito desconfortável, inclusive de ex-atletas e companheiros com quem sempre tive um contato limpo e leal, o que não existiu da parte de muitos desses profissionais”, afirmou.
O técnico também destacou sua experiência em competições eliminatórias e apontou dificuldades enfrentadas durante sua gestão.
“Entendendo o momento que a CBF passava, muito difícil, o ambiente não era totalmente favorável para desenvolver um trabalho, e mesmo assim estávamos ali com a segurança do que poderia acontecer. No quesito mata-mata de uma Copa, eu sei o caminho. Eu fui campeão com times que não eram favoritos. As pessoas tentam menosprezar, eu não me importo com isso”, disse.
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Ao final da entrevista, Dorival expressou gratidão pela experiência. “Sou muito agradecido por tudo o que recebi. Passei por tudo o que voces imaginam e eu sobrevivi. Estou inteiro e desenvolvendo aquilo que eu me preparei. E vou continuar. Ser humano precisa se atentar para as pessoas que estão ao seu lado. Se um dia partir uma crítica dessa pessoa, leve a sério, pois querem o seu bem. Os demais, me desculpem, poderiam criar bem mais do que criticar. É muito mais simples criticar.”
