A torcida do Santos não perdoou a diretoria após mais uma partida sem vencer na temporada. O empate no Sansão deflagrou uma batalha entre as arquibancadas e quem comanda o clube. O técnico Juan Pablo Vojvoda foi poupado de das vaias e críticas.
O clima na Vila Belmiro foi péssimo antes, durante e depois do clássico. Os torcedores estavam sem paciência com o time e com as contratações que não surtiram efeito, pelo menos ainda, e que custam caro.
Faixas, gritos de ordem, xingamentos. O presidente Marcelo Teixeira só desceu para o vestiário após o estádio estar vazio e cercado de quatro ou cinco seguranças. Alexandre Mattos também evitou o contato com o torcedor.
Mattos, inclusive, vem sendo o “escudo” de Marcelo Teixeira em diversas entrevistas. Ele chagou a declarar que “a culpa pelo momento era dele e que o presidente deveria ficar fora dessas críticas”. Uma declaração que não caiu bem aos ouvidos dos alvinegros.
Uma postagem recente de Teixeira falando sobre as conquistas de sua atual gestão e que “os avanços incomodam” despertou ainda mais revolta em quem torce para o Santos.
Neymar esteve na Vila Belmiro. Hoje (quinta) ele completa 34 anos e, desde que chegou ao Santos, não conseguiu ajudar o time em campo como deveria por causa das lesões frequentes. Mas Neymar jamais viu uma fase tão ruim como a do Peixe nos últimos anos. E isso o incomoda também. Terá que voltar em meio a luta contra o rebaixamento no Paulistão.
Os próximos dias não serão fáceis e muito menos de paz para quem trabalha no Santos. O torcedor “prometeu” após o empate contra o São Paulo pelo Brasileirão que seguiria cobrando e pedindo a saída de quem, eles entendem que “estrão acabando com a história do clube”.
Não será um ano de conquistas para o Santos. Não, não mesmo! É um ano onde se fala, mais uma vez, em reconstrução! Uma reconstrução interminável e que machuca aqueles que acreditaram em dias melhores.
