Famoso pelas coberturas jornalísticas feitas por helicóptero, Comandante Hamilton revelou um novo lado em entrevista à TMC. Nesta sexta-feira (6/02), ele lançou sua primeira música como compositor, ao lado da sobrinha e cantora Camilla Rocha, durante o programa Sobremesa.
“Meus amigos até brincam e dizem que a minha música é muito nerd. Fiz uma letra que levante as pessoas”, contou o jornalista e piloto, antes de ouvir sua canção ser tocada na rádio e também no canal da TMC no YouTube. Responsável pela melodia, a cantora Camilla também esteve no estúdio para ouvir a execução de “Voar voar”.
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Comandante Hamilton também relembrou sua trajetória na TV brasileira. “Acho que sou o único jornalista e piloto do mundo”, comentou. “Eu fazia o programa da Sonia Abrão no SBT das 14h às 16h. Às 16h, fazia o programa do Marcelo Rezende, na RedeTV, e, das 18h às 19h30, fazia o programa do Datena.”
“Eu trabalhava em três canais ao mesmo tempo. Quem lembra desta época, mudando de canal, me pegava a tarde inteira na TV, voando. Eu aproveitava os intervalos comerciais para abastecer o helicóptero.”
Ao longo da carreira, Comandante Hamilton flagrou lá do alto diversos momentos de valor jornalístico. “Lembro que uma vez eu estava voando sobre a zona norte. Eu olhei para o lado e vi uma pessoa pegando outra para botar dentro de um carro. Achei a cena meio estranha. Era um sequestro, pediram R$ 30 mil do cara e queriam matá-lo.”
Captando as imagens do crime sendo cometido ao vivo, o jornalista e piloto acabou ajudando na resolução do caso. “Eu estava voando naquele local e olhei para baixo bem na hora certa. É um negócio meio estranho até. E acabamos salvando o cara.”
Ele também recordou de situações perigosas vividas no comando do helicóptero. “Já tive dois apagamentos de motor, em uma delas perdi o rotor traseiro. Estava fazendo um comercial da Fiat”, disse o piloto, com mais de 25 mil horas de voo.
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“Sinto que o meu corpo está conectado ao helicóptero. Sei o que tenho que fazer. E, por instinto, consegui fazer o pouso. Tinha um campinho de futebol, quase atropelei umas crianças. Felizmente, deu tudo certo”, recordou o piloto, que admitiu ter medo de altura quando está em prédios. “Quando estou no helicóptero, me sinto no controle.”
Revistas para as crianças
O lado comunicador de Comandante Hamilton não se restringe às reportagens aéreas. Ele revelou também que costumava visitar escolas. Sempre levava revistas em quadrinhos para as crianças.
“Faz mais de 25 anos que vou às escolas, levando revistas que eu mesmo fiz. Visito as escolas, vou bater papo com as crianças. Quando você vai de helicóptero, o impacto é muito forte neles. As crianças ficam impactadas.”
