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Justiça do Rio revoga prisão preventiva de argentina acusada de injúria racial

Advogada e influenciadora de 29 anos foi detida por algumas horas em Vargem Pequena após suposto episódio em bar de Ipanema, onde teria imitado macacos durante desentendimento

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta sexta-feira (06/02), a soltura da advogada e influenciadora digital argentina Agostina Páez, de 29 anos. A 37ª Vara Criminal revogou a prisão preventiva da estrangeira, que havia sido detida horas antes em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, sob acusação de injúria racial contra funcionários de um estabelecimento em Ipanema.

A mesma instância judicial que ordenou a libertação havia decretado a prisão preventiva da argentina na quinta-feira (05/02). Agostina permaneceu detida por apenas algumas horas até que a ordem fosse revogada. As razões que motivaram a reversão da decisão não foram divulgadas pelas autoridades.

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O caso ganhou notoriedade após a argentina publicar um vídeo em suas redes sociais expressando preocupação com sua situação legal. “Neste momento recebi uma notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da justiça desde o dia 1. Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada, estou morrendo de medo e faço este vídeo para que a situação seja divulgada”, afirmou Agostina na gravação.

Entenda o caso

O incidente que originou a acusação ocorreu em 14 de janeiro em um bar de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o desentendimento começou por causa de um suposto erro no pagamento da conta.

O gerente do estabelecimento solicitou que Agostina aguardasse no local enquanto verificava as imagens das câmeras de segurança. Nesse momento, a turista teria imitado macacos e proferido xingamentos contra funcionários do local.

Em seu depoimento à polícia, a argentina alegou que os gestos faziam parte de “uma brincadeira” com amigas e afirmou desconhecer que tais atos configuravam crime no Brasil. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a influenciadora realizando os gestos enquanto pessoas que a acompanhavam tentavam impedi-la.

A decisão judicial não especificou detalhes sobre as condições impostas para a soltura da argentina, nem esclareceu se ela continuará usando tornozeleira eletrônica, dispositivo mencionado por ela em seu pronunciamento.

Agostina deverá responder ao processo em liberdade, mas os próximos passos judiciais não foram detalhados na decisão de revogação da prisão preventiva.

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