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Cruzeiro: Tite demonstra abatimento e dono da SAF cobra explicações após derrota

Reunião a portas fechadas no vestiário atrasou a coletiva do treinador, que permanece no cargo apesar da pressão e do visível desgaste emocional

A derrota do Cruzeiro para o Coritiba em pleno Mineirão desencadeou uma crise nos bastidores do clube mineiro. Segundo informações do Papo de Craque TMC, o ambiente no vestiário foi marcado por cobranças da diretoria e por um comportamento preocupante do técnico Tite.

O protocolo habitual do Cruzeiro na zona mista — liberar três jogadores após vitórias e dois após derrotas ou empates — foi quebrado por uma ordem direta de Pedro Lourenço, dono da SAF do clube. Insatisfeito com o resultado, o gestor desceu ao vestiário para uma reunião a portas fechadas com Tite e o executivo Bruno Spindel.

O encontro causou um atraso atípico na saída do treinador para a entrevista coletiva. Segundo relatos, Pedro Lourenço, agindo com “jeitão de torcedor”, determinou que todos os jogadores estivessem liberados para dar explicações à imprensa. Lideranças do elenco, como Cássio, Romero, Matheus Pereira e Fabrício Bruno, assumiram a frente antes da chegada do técnico.

Um dos pontos mais debatidos pelos analistas foi a linguagem corporal de Tite. Tanto o ex-jogador Dodô quanto os jornalistas presentes notaram um treinador visivelmente “abatido”, com tom de voz baixo e demonstrando apatia, diferentemente de sua postura combativa habitual.

Apesar do clima de “velório” e da especulação de uma possível demissão ou renúncia, Tite foi mantido no cargo. No entanto, questiona-se a capacidade emocional do treinador em tomar decisões difíceis para reverter o quadro, visto que ele pareceu sentir o golpe da derrota e da pressão interna.

Reação dos jogadores e críticas individuais

Durante a partida, o meia Matheus Pereira assumiu um papel de liderança técnica e tática, chegando a orientar o time do banco de reservas. Na entrevista, o jogador adotou um tom político, isentando o treinador e atribuindo a responsabilidade pela derrota à falta de maturidade do grupo.

Por outro lado, o zagueiro Fabrício Bruno foi alvo de críticas dos comentaristas por falhas defensivas recorrentes, contrastando com sua reclamação pública sobre a “individualização das críticas” após o jogo.

Contexto da contratação e planejamento

A bancada do programa analisou que a crise atual também passa pelo planejamento da diretoria. A transição do estilo de jogo do técnico anterior (Leonardo Jardim) para Tite foi considerada brusca. Além disso, foi revelado que Tite era o “plano B” de Pedro Lourenço; a primeira opção do clube era o português Artur Jorge, cuja contratação esbarrou no alto valor da multa rescisória.

A avaliação é de que a gestão investiu em “nomes de peso” para tornar o Cruzeiro favorito, mas sem considerar o encaixe tático e o perfil de liderança necessário para o momento, resultando em um time psicologicamente frágil que se abate facilmente após sofrer gols.

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