O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma mudança em sua estratégia política para as eleições de 2026. Ele declarou neste sábado (7/2) que o pleito será uma “guerra” e abandonou a postura conhecida como “Lulinha Paz e Amor”. A declaração aconteceu durante a cerimônia de aniversário de 46 anos do PT em Salvador.
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Lula convocou seus aliados a confrontarem acusações contra o governo nas redes sociais. O presidente defendeu uma atitude mais assertiva diante das críticas.
“Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem. Temos que desmontar, e temos que provar e temos que ter coragem de debater. A gente não pode ficar quieto. Viu uma notícia contra o governo e tem que mandar para aquele lugar. Tem que ser desaforado porque eles são. Eles são desaforados. E nós não podemos ficar quietinhos. Não mais essa de Lulinha paz e amor“, disse o presidente.
O evento contou com a presença de ministros, governadores e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A escolha da Bahia para sediar a comemoração teve caráter estratégico, considerando que o estado proporcionou uma vantagem de quatro milhões de votos a Lula na disputa presidencial de 2022.
Durante seu discurso, o presidente criticou o próprio PT pela votação do orçamento secreto, que teve apoio do partido. Ele acusou o Congresso de sequestrar o orçamento do Executivo e pediu autocrítica à legenda.
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Lula também fez um apelo para que o partido não caia no que chamou de “vala comum da política”. Ele reconheceu que o PT não está forte em todos os estados e defendeu a busca por alianças para o próximo pleito.
No mesmo evento, Alckmin destacou temas que serão usados como bandeira pelo governo nas eleições, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o superávit de US$ 4,32 bilhões registrado em janeiro.
O presidente também criticou a política externa dos Estados Unidos em relação a Cuba e Venezuela. “O nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo mundo. Mas a gente não quer dono, e não quer voltar a ser colonizado. Nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre e especulação dos EUA contra eles. Temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar. O que a gente pode fazer? Temos que dizer em alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos EUA e pelo Trump“, afirmou.
