O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agendou para 19 de fevereiro a primeira reunião oficial do Conselho da Paz em Washington. A informação foi confirmada na sexta-feira (07/02) por uma autoridade americana e um diplomata de um país convidado, que falaram sob condição de anonimato à CNN.
Siga a TMC no WhatsApp e fique por dentro das últimas notícias do Brasil e no mundo
O encontro acontecerá na sede do Instituto da Paz Donald J. Trump, anteriormente conhecido como Instituto da Paz dos EUA, após ter sido renomeado pelo atual presidente americano. Entre os objetivos da reunião está a arrecadação de fundos, embora os detalhes completos da agenda ainda estejam em fase de elaboração.
Esta será a primeira reunião formal do grupo desde sua cerimônia de assinatura realizada em janeiro durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O Conselho, presidido por Trump, conta atualmente com aproximadamente duas dezenas de países membros.
O Conselho da Paz foi inicialmente concebido como um órgão com escopo limitado para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito entre Israel e Hamas. A minuta da carta fundadora enviada aos países convidados, porém, ampliou o mandato do conselho para abranger conflitos em diversas partes do mundo, sem mencionar especificamente Gaza.
A iniciativa tem enfrentado ceticismo internacional quanto ao seu propósito e abrangência. Surgiram questionamentos sobre a possibilidade de o Conselho buscar substituir a Organização das Nações Unidas em determinadas funções.
A maioria dos aliados europeus dos EUA optou por não aderir ao conselho até o momento. Israel, apesar de ter aceitado o convite de Trump para integrar a organização, ainda não assinou formalmente a carta fundadora. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já declarou publicamente que seu país fará parte do grupo.
Leia Mais: EUA pressionam Rússia e Ucrânia para encerrar guerra até o verão, diz Zelenskiy
Os organizadores ainda não divulgaram quais países estarão presentes na reunião em Washington. Também permanece indefinido o nível de representação que cada nação participante enviará para o encontro.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento oficial sobre o encontro e aguarda resposta. A notícia sobre a reunião foi divulgada inicialmente pelo veículo jornalístico Axios.
