O Ministério Público da Venezuela solicitou a prisão do opositor Juan Pablo Guanipa, nesta segunda-feira (9/2), alegando violação dos termos de sua libertação. O pedido ocorreu apenas horas após o político ter deixado a prisão. Segundo familiares, ele foi levado por homens armados pouco antes da meia-noite de domingo (08/02).
O órgão oficial venezuelano formalizou o pedido de prisão pela manhã, argumentando que o político teria descumprido condições estabelecidas para a soltura. As autoridades, no entanto, não detalharam quais teriam sido as supostas infrações cometidas pelo opositor.
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Maria Corina Machado, líder da oposição e ganhadora do prêmio Nobel da Paz, manifestou-se publicamente e exigiu a libertação imediata de seu aliado político.
Ramón Guanipa, filho do político, publicou um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido. “Meu pai foi novamente sequestrado”, afirmou. Segundo ele, aproximadamente dez homens fortemente armados e não identificados levaram seu pai em uma ação que caracterizou como emboscada.
Histórico de detenção
Guanipa havia permanecido detido por quase nove meses antes de sua breve libertação no domingo (8/2). O opositor venezuelano foi inicialmente preso em maio de 2025, após passar dez meses escondido, sendo acusado de liderar um suposto complô terrorista.
Durante seu curto período em liberdade, o próprio Juan Pablo Guanipa declarou: “Dez meses escondido e quase nove meses detido aqui. Há muito o que conversar sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade em primeiro plano”.
Contexto político
A recaptura de Guanipa acontece em um momento de tensões políticas na Venezuela. As recentes libertações de figuras da oposição ocorrem enquanto o governo enfrenta crescente pressão internacional para soltar centenas de pessoas detidas por motivos alegadamente políticos.
Essas libertações também coincidiram com uma visita de representantes do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos ao país. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o paradeiro atual de Guanipa ou suas condições de detenção após a nova captura.
