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Bruna Allemann
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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

Por que o petróleo não disparou mesmo com ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela?

Por que o preço das coisas aumenta? É sempre uma questão de oferta e demanda

Para responder a esta pergunta, podemos elaborar uma linha de raciocínio simples: por que o preço das coisas aumenta? É sempre uma questão de oferta e demanda.

Quando a gente viu ali o cenário da Venezuela, o cenário do Trump com o Maduro, geralmente o que acaba afetando, principalmente nos últimos dois anos, o preço do petróleo foram declarações ou ações de Donald Trump. Porém, quando a gente viu ali na Venezuela, oscilação muito de curtíssimo prazo, ou seja, chegou ali entre quedas e baixas ali a perto de 7%, acontecendo as questões no Irã também ali em torno de 5 a 7%.

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Porém, quando a gente fala sobre oferta e demanda, ou seja, quanto produto tem disponível, está sendo colocado no mercado e a demanda, quanto de pessoas estão buscando aquele determinado produto, isso é levado mais em consideração do que apenas os aspectos, por exemplo, em relação à geopolítica, principalmente voltados para o Trump.

O que isso quer dizer? Que está tendo uma oferta muito grande de petróleo. Então, o mercado ele acaba mexendo muito no curtíssimo prazo. No médio prazo, ainda tem muito mais petróleo sendo ofertado ou ali disponível do que petróleo demandado, ou seja, pessoas que estejam precisando disso. O mercado financeiro gosta de previsibilidade.

Então, a partir do momento que essa lei da oferta e demanda acaba sendo prioridade para o mercado precificar isso, ele acaba não se movimentando muito. Ele já sabe também até um outro determinado aspecto que o Trump, ele vai nesse ‘vai e volta’ muitas vezes.

Ele ameaça, por exemplo, o Irã, depois ele entra numa base de conversa. Ele az o tarifaço, isso e aquilo e ele sempre acaba tentando recuar relativamente. Ele recua na grande maioria das vezes. Então, isso se torna também uma previsibilidade do mercado financeiro, olhando ali no médio prazo, que possa ter uma solução em relação ao Irã.

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Agora, se a gente tiver o stopim de uma eventual briga entre Estados Unidos e Irã, sendo que o Irã é o quinto maior produtor de petróleo do mundo, muito localizado perto do canal onde passa quase 60% do petróleo do mundo, aí sim a gente pode enxergar uma oscilação relativamente maior caso este canal seja, vamos se dizer, bloqueado de certa forma.