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Psicanalista ensina a identificar psicopata, mas alerta: “Todo mundo tem um lado sombrio”

Psicanalista Elizandra Souza, autora do livro “As Sombras do Eu, Psicopatologias da Maldade”, foi a convidada do programa Sobremesa, da TMC

Convidada desta segunda-feira (9/02) do programa Sobremesa, da TMC, a psicanalista Elizandra Souza deu dicas de como identificar um psicopata e também fez um alerta geral: “Qualquer pessoa é capaz de cometer um crime”, afirmou a autora do livro “As Sombras do Eu, Psicopatologias da Maldade”.

“Qualquer pessoa é capaz de cometer um crime. Se fizerem algo como meu filho, por exemplo, com certeza vou querer me vingar. Ainda bem que temos leis que estão acima da gente”, declarou. 

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Elizandra explica que muitas pessoas se negam a perceber a maldade que existe dentro de si. “Temos muito medo de perceber que também temos um lado sombrio, maldoso. Tanto é assim que, quando acontece um crime muito chocante, tendemos a colocar o criminoso dentro de uma patologia. Se não, o enquadramos como um louco. É uma forma de criarmos uma distância entre o criminoso e nós, porque nos achamos normais.”

A especialista lembra que muitos deixam a violência vir à tona em situações da rotina. “Cometemos violências no trânsito. Quando alguém te fecha, você fica com raiva e fecha a pessoa também. Essa é uma demonstração de que podemos ser violentos.”

Esses atos de violência, contudo, não se enquadram num perfil de psicopatia. Acostumada a estudar sobre o assunto, a psicanalista ensina a identificar um psicopata. 

“Geralmente, é uma pessoa muito narcisista, sedutora. Não é a pessoa mais inteligente. Mas é insistente, persuasiva, pode articular muito bem as palavras. Tem jogo de de convencimento muito grande. Muitos caem na lábia destas pessoas e, por isso, sofrem. Podemos ter psicopatas em várias áreas da sociedade.”

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Identificação com o criminoso

Elizandra Souza também explicou por que alguns criminosos podem gerar simpatia no público em séries, documentários e filmes. “Podemos ter vários tipos de identificação com o criminoso ou com a vítima do criminoso, muitas vezes é um sentimento de que aquele sujeito faz aquilo que eu não tenho coragem de fazer.” 

“Há uma descarga naquilo, pulsional, quando vemos muitos crimes, documentários. Quando nos identificamos com o criminoso, descarregamos a tensão a gente.”

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