Um policial militar foi filmado agredindo com um tapa no rosto uma mulher que estava caída no chão durante uma abordagem em uma barbearia no bairro Monte Cristo, em Florianópolis. O caso ocorreu na tarde de sábado (07/02), após a Polícia Militar ser acionada devido a reclamações sobre som alto no estabelecimento. A corporação informou que os agentes foram hostilizados durante a ocorrência.
Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento da agressão. As imagens mostram aproximadamente três policiais próximos a uma mulher e um homem, em tentativa de imobilização. Um dos agentes atinge a mulher com a arma na região das costelas, fazendo-a cair junto com o homem e outro policial. Na sequência, enquanto um agente imobiliza o homem com um mata-leão, outro policial desfere um tapa no rosto da mulher já imobilizada no chão.
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O Centro de Operações da Polícia Militar recebeu diversas ligações da comunidade relatando barulho excessivo durante a tarde. Um dos relatos mencionou possível presença de pessoas armadas no local.
Em nota oficial, o 22º Batalhão da PM afirmou que a guarnição enfrentou hostilidade, resistência e xingamentos durante a abordagem. “Em determinado momento, copos de vidro foram arremessados contra os policiais, colocando em risco a integridade física da guarnição”, informou a corporação.
A líder comunitária Nega Grazy, presente no local, apresentou versão diferente em entrevista à NSC. Segundo ela, o grupo comemorava o aniversário de um ano da barbearia quando os policiais chegaram, pediram que levantassem as camisas e em seguida usaram spray de pimenta. “Não teve nenhum tipo de atrito com a polícia, simplesmente eles chegaram e fizeram essa covardia”, disse a mulher.
Conforme o 22º BPM, duas pessoas foram presas durante a operação. O equipamento de som do estabelecimento foi apreendido e os envolvidos conduzidos à Central de Polícia. As imagens divulgadas foram borradas para preservar a identidade das pessoas envolvidas na ação.
A Polícia Militar justificou sua atuação afirmando que “foi necessário o uso progressivo da força, com emprego de munição não letal e espargidor de pimenta, a fim de conter a situação e restabelecer a ordem”.
Não há informações sobre o estado de saúde da mulher agredida ou do homem detido, nem sobre as acusações formais contra os detidos. A reportagem tenta contato com a Polícia Civil para atualização do caso neste domingo (8).
A PM informou que as circunstâncias relacionadas ao uso da força serão investigadas pela Corregedoria. “A Polícia Militar ressalta que todas as ações adotadas tiveram como objetivo a preservação da segurança da guarnição, dos frequentadores do local e da comunidade, diante de um cenário de risco elevado. Informa ainda que, conforme os protocolos institucionais, as circunstâncias relacionadas ao uso da força serão devidamente apuradas pela Corregedoria”, declarou a corporação em nota.
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