Henrique Carmo, da TMC de Brasília
Brasília – O subtenente do Exército Geovane Araújo Santos, de 50 anos, morreu na manhã da última segunda-feira (9) após sofrer um mal súbito enquanto se exercitava em uma academia da Asa Norte, em Brasília. O caso ocorreu em uma unidade da rede Smart Fit, localizada na quadra 305.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Geovane utilizava uma esteira quando sofreu uma parada cardiorrespiratória. Funcionários da academia iniciaram os primeiros socorros ainda no local. Com a chegada dos bombeiros, foram realizadas manobras de reanimação, mas a vítima não resistiu e morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Este é o segundo registro de morte em academias do Distrito Federal em 2026. Em janeiro, uma mulher de 65 anos morreu durante uma aula de hidroginástica no Centro Olímpico de Brazlândia.
Desde 2015, as academias do DF não são mais obrigadas a exigir atestado médico no momento da matrícula. A mudança ocorreu após a aprovação de uma lei pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, que substituiu o documento pela assinatura de um termo de responsabilidade por parte do aluno.
Avaliação médica
O cardiologista Vagner Vinícius Ferreira destaca a importância da avaliação médica antes do início da prática de atividades físicas, especialmente para pessoas com fatores de risco ou histórico de problemas cardíacos. “O objetivo dessa avaliação é detectar situações ou patologias, doenças que possam aumentar o risco de algum evento cardiovascular durante ou imediatamente após a atividade física”.
“É fundamental a avaliação de histórico familiar, se há algum familiar que teve morte súbita ou enfartou precocemente. Essas são situações que levam à necessidade de fazer uma investigação mais minuciosa com o objetivo de detectar essas situações que, durante a atividade física, possam induzir a um evento, seja uma arritmia cardíaca potencialmente fatal ou uma arritmia ventricular complexa, que pode levar a um evento potencialmente fatal”, reforça o cardiologista.
