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PF deflagra operação contra rede que dopava mulheres para estupro em cinco estados

Criminosos sedavam vítimas, filmavam os abusos e compartilhavam material em plataformas digitais, segundo investigação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (11/2) uma operação contra uma rede criminosa especializada em abusos sexuais contra mulheres sedadas. Os agentes cumprem mandados em cinco estados brasileiros para desarticular um esquema onde os criminosos dopavam as vítimas, filmavam os estupros e compartilhavam o material em plataformas digitais.

As diligências acontecem simultaneamente em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia, com o cumprimento de três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.

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A investigação teve início em 2025, após o recebimento de informações por meio da Europol, envolvendo uma rede de cooperação com mais de 20 países. Os dados obtidos pela PF indicam que o esquema criminoso tem dimensão transnacional, com participantes de diversos países dedicados ao compartilhamento deste tipo de material.

Segundo a TV Globo, o caso apresenta similaridades com o de Gisèle Pelicot, que causou comoção na França. Entre os alvos da operação estão homens que teriam dopado suas próprias companheiras para cometer os abusos.

Durante as investigações, a PF encontrou mensagens trocadas entre os integrantes do grupo que revelam discussões detalhadas sobre substâncias sedativas.

“Mensagens trocadas entre integrantes da rede criminosa revelaram que os suspeitos discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias”, afirmou o delegado Segundo Estevão, coordenador das investigações.

Na operação de hoje, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, celulares, computadores e outros materiais potencialmente relacionados às atividades criminosas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, além de outras possíveis tipificações penais aplicáveis, conforme informou a PF.

As investigações também identificaram nos materiais analisados indícios que representam expressão manifesta de ódio, repulsa e objetificação da mulher, o que demanda uma resposta estatal integrada contra os suspeitos, de acordo com os investigadores.

Tanto os alvos da operação quanto as vítimas identificadas até o momento são brasileiros. A Polícia Federal constatou que os criminosos atuavam de forma organizada para cometer os abusos e disseminar as imagens.

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