O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira (11/02) que a chance de ser vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “zero”. A declaração foi dada após participação em evento com investidores e empresários, em São Paulo. “Tenho respeito pelo presidente. Se ele tinha essa intenção, eu agradeço. Mas não existe essa chance, a chance é zero”, disse Kassab a jornalistas.
A fala ocorre após sinalizações de que Lula teria interesse em discutir com o PSD a possibilidade de o partido indicar o candidato a vice-presidente em 2026. Atualmente, o posto é ocupado pelo PSB. Kassab, no entanto, reforçou que a sigla terá candidatura própria ao Palácio do Planalto.
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Segundo ele, o partido trabalha com três nomes: os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr. (PR). “Todos sabem a construção que a gente está fazendo no PSD para que possamos ter um candidato. Isso já está decidido no partido. Nós vamos caminhar com uma candidatura própria”, afirmou.
Brincadeira sobre Tarcísio
Durante o evento, Kassab também comentou o cenário em São Paulo e fez uma brincadeira envolvendo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele afirmou que o palanque do PSD no estado será mais forte do que o do próprio governador na disputa presidencial.
Tarcísio decidiu apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida ao Planalto. Kassab, por sua vez, disse que o PSD terá outro nome na cabeça de chapa. “Aqui em São Paulo, Tarcísio terá, em seu palanque, Tarcísio governador e Flávio presidente. No nosso palanque, terá Tarcísio governador e outro nome como presidente. Nessa, o Tarcísio vai me desculpar, mas vamos dar um couro nele”, declarou, em tom descontraído.
Apesar da provocação, Kassab voltou a elogiar o governador paulista e afirmou que, na sua avaliação, Tarcísio é “o melhor candidato a presidente da República”, destacando a experiência administrativa e os resultados à frente do governo de São Paulo. Ele lamentou que o aliado não dispute o Planalto em 2026, mas considerou correta a decisão de apoiar Flávio Bolsonaro.
Alianças em estaduais
Kassab também não descartou a possibilidade de integrar a chapa de reeleição de Tarcísio ao governo paulista. Ele já havia afirmado que seria “um privilégio” ser vice do governador. “O PSD integra hoje a aliança, integra o governo, nós vamos continuar juntos, apoiá-lo. Em uma aliança, cabe ao governador liderar o processo e, no momento oportuno, chamar os partidos para conversar. O PSD estará com ele”, afirmou.
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A disputa pelo posto de vice em São Paulo envolve também o PL, que defende a indicação do presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado. Kassab classificou a pretensão como legítima, por se tratar de um cargo relevante na composição eleitoral.
No plano estadual, o presidente do PSD afirmou ainda que o partido não encampará uma candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo mineiro. Segundo Kassab, há a percepção de que Pacheco se aproxima de uma aliança com Lula. Em Minas, o vice-governador Mateus Simões (PSD) deve apoiar o governador Romeu Zema (Novo) para a Presidência, enquanto o PSD nacional apoiará outro nome.
