O Comitê Olímpico Internacional (COI) desclassificou o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych dos Jogos Olímpicos. A decisão ocorreu pouco antes do início da competição de skeleton, após o atleta insistir em usar um capacete com imagens de vítimas ucranianas durante a prova, o que o COI considerou violação às regras contra manifestações políticas.
Heraskevych pretendia competir utilizando um capacete que exibia fotos de 20 crianças e atletas ucranianos mortos desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia. O equipamento já vinha sendo usado pelo atleta durante os treinos realizados na semana da competição.
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A justificativa do COI baseou-se em um artigo da Carta Olímpica que proíbe manifestações políticas durante as competições. Embora o atleta argumentasse que se tratava apenas de uma homenagem póstuma, o Comitê manteve seu posicionamento sobre a neutralidade do campo de jogo.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, tentou convencer pessoalmente o atleta a não usar o capacete, indo até a pista de skeleton para uma conversa privada. Após a desclassificação, ela concedeu uma entrevista emocionada, afirmando que a decisão foi tomada “com muito pesar”.
Na véspera da prova, o porta-voz do COI havia sugerido alternativas ao atleta, como o uso de uma braçadeira em sinal de luto ou falar sobre o assunto com jornalistas e entrevistas depois da prova.
O porta-voz também mencionou que existem atualmente 130 conflitos ao redor do mundo, e que não seria possível permitir manifestações sobre todos eles no campo de competição.
Heraskevych, pioneiro do skeleton na Ucrânia, participaria de sua terceira edição dos Jogos Olímpicos. Ele seria o representante de uma delegação ucraniana composta por apenas 20 atletas.
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