O corpo do cão Orelha, morto em janeiro deste ano em Florianópolis, foi exumado na quinta-feira (12/02), de acordo com reportagem do ND Mais. O corpo do cão passará agora por uma nova perícia, realizada pela Polícia Científica de Santa Catarina, que busca esclarecer detalhes sobre as circunstâncias da morte do animal. A exumação ocorreu após pedido formal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) feito na segunda-feira (9).
O resultado da análise pericial pode demorar pelo menos 10 dias para ser concluído. O caso permanece sob sigilo devido ao envolvimento indireto de adolescentes nos procedimentos relacionados.
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A 2ª Promotoria de Justiça, além da exumação, destacou a necessidade de investigar possível coação durante o andamento do processo. Os promotores indicaram que essas medidas são essenciais para o prosseguimento normal das investigações.
O MPSC busca informações adicionais antes de decidir sobre eventual proposição de ação penal. Até o momento, o caso encontra-se em fase investigativa, sem denúncia formal apresentada.
Orelha vivia como animal comunitário na região da Praia Brava, em Florianópolis, quando foi brutalmente agredido em 4 de janeiro de 2026. Após ser socorrido e encaminhado para atendimento veterinário, o cão faleceu no dia seguinte.
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A repercussão do caso ganhou dimensão nacional em 16 de janeiro, mobilizando a opinião pública em todo o Brasil. A comoção em torno da morte do animal levou as autoridades a intensificarem as investigações.
Além de Orelha, outros cães da mesma região também teriam sido vítimas de agressões. Entre eles estão Caramelo, posteriormente adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, e Caramela, que encontrou um novo lar com o empresário Bruno Ducatti.
Outro animal relacionado ao caso, Pretinha, morreu na última segunda-feira (9) devido a complicações durante seu tratamento veterinário, sem que houvesse relatos de agressões contra ela.
