A Procuradoria-Geral da República denunciou três policiais civis do Rio de Janeiro pelos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça relacionados ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A acusação formal contra Rivaldo Barbosa de Araújo, Giniton Lages e Marco Antônio de Barros foi apresentada nesta sexta-feira (13/02) ao Supremo Tribunal Federal.
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O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, formulou a denúncia após desmembramento do caso principal. Segundo a acusação, os três agentes se organizaram para “garantir a impunidade de crimes de homicídio praticados por organizações criminosas, por meio de obstrução às investigações”.
O Ministério Público Federal identificou possíveis irregularidades na condução do caso pelos policiais fluminenses. Os três denunciados ocupavam posições estratégicas que permitiam influenciar diretamente o andamento das apurações sobre o crime.
A denúncia resulta de investigações que apontaram ações deliberadas para atrapalhar o esclarecimento do assassinato de Marielle e seu motorista. Os três integravam os quadros da Polícia Civil do Rio quando ocorreram os fatos investigados.
O documento foi encaminhado ao Supremo após análise dos elementos obtidos durante as investigações. O caso tramita na corte, que agora deverá decidir se aceita a acusação, tornando os policiais réus no processo.
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Caso a denúncia seja aceita, será aberta uma nova fase processual para julgamento dos acusados. A acusação não detalha quais teriam sido as ações específicas realizadas pelos policiais para obstruir as investigações nem suas possíveis motivações.
Até o momento, não há manifestações dos policiais denunciados ou de suas defesas sobre as acusações apresentadas pela Procuradoria.
