Brasília – O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) deu prazo de 30 dias para que o Banco de Brasília (BRB) apresente esclarecimentos sobre a compra de ingressos para o Paddock Club da Fórmula 1 no Grande Prêmio do Brasil, ocorrido em novembro de 2025 em São Paulo.
A aquisição de 110 ingressos VIP, que totalizou cerca de R$ 3,2 milhões, motivou a abertura de processo após representação do deputado distrital Chico Vigilante apontar possível irregularidade.
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O gasto milionário, segundo o BRB, teria sido parte de uma estratégia para “fortalecer a marca, fomentar negócios e ampliar relacionamentos com clientes”. No evento, estiveram presentes autoridades e convidados, entre eles o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e sua esposa Mayara Rocha, como registrado na imprensa na época.
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O episódio é apenas um dos fatos que colocam o chefe do Executivo do DF no centro de debates sobre a atuação da instituição financeira estatal. O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, enfrenta hoje múltiplas críticas e investigações, incluindo um inquérito civil no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e representação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que encaminhou uma notícia-crime contra Ibaneis por sua atuação relacionada ao banco para a Procuradoria‑Geral da República.
Stock Car Brasília
Em outro processo relacionado, o TCDF determinou a suspensão do pagamento de R$ 950 mil referentes a um camarote do Governo do Distrito Federal na Stock Car, episódio que também está sob análise pela Corte por indícios de contratação com valores acima do mercado.
Até o momento, o BRB ainda não apresentou os esclarecimentos solicitados e o caso segue em tramitação no TCDF, que avaliará se houve irregularidades na aplicação dos recursos públicos na compra de ingresso da Fórmula 1.
