De volta para o futuro, o tema é a revolução dos carros elétricos. O CEO da Volvo, Håkan Samuelsson, afirma que o carro elétrico será mais barato do que o modelo a combustão dentro de cinco anos, impulsionado pelo fato de que o preço da bateria não para de cair. Em nosso resumo da semana junto com a TMC, destacamos que o custo das baterias já reduziu mais de 90% desde 2008.
Com o avanço tecnológico, o aumento de novas empresas no setor e a concorrência, tudo indica que os custos continuarão a reduzir. O executivo da Volvo crava: o carro a combustão deve ser mais caro que o elétrico logo.
Outra notícia que repercutiu é a movimentação do Canadá. Em meio a disputas com os Estados Unidos, o país está para “abrir a porteira” para os veículos chineses. O Canadá é um grande consumidor de carros norte-americanos e ainda não tinha acesso a produtos de marcas como BYD, GWM, Jetour e Chery. Com essa abertura, essas fabricantes chegariam cada vez mais perto dos Estados Unidos, lembrando que no México já temos carros chineses.
Não podemos esquecer da Ferrari, que mostrou o interior do seu modelo elétrico, o Ferrari Luce. A marca já confirmou potências absurdas, mas o destaque agora é o interior moderno e retrô. O veículo terá telas para remeter ao passado e um estilo de troca de marchas característico da própria marca, mesmo em um câmbio efetivamente automático. A Ferrari também planeja aproveitar o ronco dos motores elétricos para trazer uma experiência sonora para a cabine.
Um assunto que também está em pauta é a infraestrutura, especificamente sobre colocar carregadores nas ruas. Com o aumento da frota e da demanda, discute-se o uso do cartão de crédito para pagar recargas diretamente no terminal, sem a necessidade de aplicativos ou cadastros. A vantagem é pagar mais rápido, da mesma forma que se abastece um carro a gasolina; a desvantagem é não ter todo o controle via aplicativo.
Por fim, caminhamos para um mercado brasileiro em que elétricos e híbridos chegam a uma participação de 10%, às vezes até maior. Isso indica que novos produtos e marcas estão chegando, mas com um domínio chinês muito grande. Vemos uma tímida participação da Chevrolet com o Spark, um pouco da Volvo no mundo dos 100% elétricos e a Toyota com Corolla e Corolla Cross — talvez aumentando com o Yaris Cross. O resumo é que os chineses, quando o assunto é eletrificação e Brasil, ainda dão muito o que falar.
