A Dragões da Real apresentou carros alegóricos com transformações ao vivo de mulheres caracterizadas como guerreiras Icamiabas em onças e araras durante seu desfile na madrugada deste sábado (14/02) no Sambódromo do Anhembi. A agremiação, terceira a entrar na avenida na primeira noite do carnaval de São Paulo, surpreendeu o público com efeitos cênicos que permitiram visualizar as metamorfoses em tempo real.
Com o samba-enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”, a escola trouxe para a avenida a história dessas mulheres que, segundo a lenda, eram altas, musculosas, de cabelos compridos e negros, consagradas como protetoras da floresta e viviam em harmonia com a natureza na Amazônia.
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O espetáculo visual trouxe mecanismos que possibilitaram a mudança de caracterização das componentes enquanto percorriam a passarela. As transformações ocorreram em diferentes carros alegóricos, com destaque para as representações de onças e araras, elementos da fauna amazônica.
As metamorfoses retratadas simbolizam a resistência das Icamiabas contra invasores e sua luta pela proteção ambiental, segundo as lendas da região. Nas histórias amazônicas, essas guerreiras utilizavam a capacidade de se transformar em seres da floresta como estratégia defensiva e de preservação territorial.
As guerreiras Icamiabas, protagonistas do enredo, são personagens lendárias da mitologia da Amazônia. De acordo com as histórias representadas pela escola, essas mulheres habitavam as margens do que hoje é conhecido como Rio Amazonas, em uma comunidade exclusivamente feminina.
O terceiro carro alegórico não se limitou às transformações em onças e araras. A Dragões da Real também incluiu jacarés no repertório de metamorfoses das guerreiras. Os recursos cênicos permitiram que o público acompanhasse as mudanças durante todo o percurso.
A escola apostou em muitas referências à fauna e à flora amazônicas no desfile. Grandes esculturas e alegorias de sapos, jacarés, onças e serpentes, com muitos efeitos e movimento, atravessaram a avenida. O enredo abordou ainda temas como direito à terra e resistência contra invasores.
As imagens mostram uma guerreira Icamiaba se transformando em arara em um dos carros, enquanto em outro momento, outra guerreira se transforma em onça.
Estreando no Carnaval paulistano, a cantora Lexa desfilou como madrinha de bateria da escola. A cantora usou um equipamento que produzia um efeito especial de luz verde e fumaça nas mãos, representando o poder da “sentinela da mata”. Já Karine Grum, rainha de bateria, representou a força tupi com sua fantasia.
A Dragões da Real encerrou o desfile antes do tempo máximo, atravessando o portão com tranquilidade dentro de 1h05.
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