A Acadêmicos do Tatuapé desfilou com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar” na primeira noite do Carnaval paulistano, neste sábado (14/02). A agremiação, quarta a se apresentar no Sambódromo do Anhembi, abordou a história da agricultura, questões de reforma agrária e movimentos sociais ligados à terra, completando sua apresentação em 1h02min36s, dentro do limite estabelecido.
O desfile trouxe alas coloridas representando diversos produtos agrícolas como milho, café, algodão e ervas como funcho e capuchinha. Um dos carros alegóricos, repleto de flores, perfumava o ambiente enquanto percorria a avenida.
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A escola iniciou sua apresentação com um abre-alas que representava a criação do Deus Tupã, divindade que, segundo a mitologia, moldou os primeiros seres humanos a partir da argila e criou a natureza.
O enredo desenvolvido pela agremiação explorou diversos aspectos da produção agrícola brasileira e suas implicações sociais. A narrativa conectou a origem da agricultura com lutas contemporâneas pelo direito à terra, apresentando uma perspectiva histórica do tema.
A escolha temática teve como objetivo destacar a importância da agricultura para a sociedade, abordando desde seus aspectos mitológicos até questões atuais relacionadas à distribuição de terras no Brasil.
Muriel Quixaba, rainha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé, desfilou à frente dos ritmistas acompanhada por outras musas caracterizadas como borboletas, contribuindo para o visual do espetáculo.
A apresentação aconteceu durante a madrugada como parte da programação da primeira noite de desfiles no Sambódromo de São Paulo, local tradicional das apresentações das escolas de samba paulistanas.
Um momento especialmente emocionante ocorreu no último carro alegórico, que trazia uma homenagem a Thiago Arakaki, torcedor da escola que faleceu em maio de 2025 após um acidente de carro. Como forma de inspirar outras famílias e promover a generosidade, a escola incluiu uma escultura representando Thiago segurando um coração nas mãos, simbolizando a decisão de sua família de doar todos os seus órgãos após sua morte. A mãe e primos do torcedor estiveram presentes no carro, participando desse tributo significativo da agremiação da Zona Leste de São Paulo.
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