Império de Casa Verde abre desfiles com enredo sobre joias negras e resistência afro-brasileira

Escola da zona norte paulistana apresentou evolução dos componentes e elementos tecnológicos nos carros alegóricos durante segunda noite do grupo especial no Sambódromo do Anhembi

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Jean Carniel/Reuters
Foto: Jean Carniel/Reuters

A Império de Casa Verde iniciou a segunda noite de desfiles do grupo especial do Carnaval de São Paulo com o enredo “Império dos Balangadãs: joias negras afro-brasileiras”. A apresentação ocorreu no sábado (14/02) no Sambódromo do Anhembi, na zona norte paulistana, e destacou-se pela evolução dos componentes e pelos elementos tecnológicos incorporados nos carros alegóricos.

O desfile abordou as joias ancestrais que se tornaram símbolos da resistência negra durante o período escravocrata no Brasil. A agremiação trouxe para a avenida uma narrativa sobre os balangadãs, adereços que carregam significado histórico e cultural para a população afro-brasileira.

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A escolha do tema reflete a proposta da escola de valorizar elementos da cultura afro-brasileira, apresentando ao público a história e o simbolismo dessas joias que representam resistência.

A evolução dos componentes na avenida foi um dos pontos altos da apresentação. Este elemento ganhou destaque especial considerando o desempenho da agremiação no carnaval anterior, quando ficou na 11ª colocação do grupo especial, disputando entre as últimas posições da classificação.

A Império é uma escola tradicional da zona norte de São Paulo, região onde mantém sua quadra e desenvolve atividades durante todo o ano até culminar com sua apresentação no Sambódromo.

Um dos destaques do desfile foi a apresentação do carro abre-alas, que trouxe um grande tigre dourado, símbolo da escola. Nesta alegoria, uma escultura representando a “mãe do ouro” realizava um movimento mecânico, alternando entre a posição deitada com as mãos em forma de reza e a posição em pé.

A agremiação também surpreendeu ao fazer uma pausa momentânea no som, durante a qual os integrantes mantiveram o ritmo apenas com palmas, sem perder a cadência do samba.

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