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Mononucleose, herpes e Covid-19 são riscos para quem troca beijos no carnaval

Atualização do calendário vacinal e adoção de precauções básicas são essenciais para reduzir chances de transmissão de patógenos pela saliva durante celebrações em 2026

A troca de beijos durante o carnaval de 2026 coloca foliões em risco de contrair diversas doenças transmitidas pela saliva. Especialistas alertam neste domingo (15/02) que microrganismos presentes na saliva podem causar infecções virais, bacterianas, fúngicas e até mesmo infecções sexualmente transmissíveis (IST). Embora nenhum contato bucal seja totalmente seguro, medidas preventivas podem reduzir significativamente as chances de contaminação.

A saliva funciona como veículo para agentes infecciosos que entram no organismo através da mucosa bucal. O risco de contaminação aumenta conforme o número de pessoas diferentes beijadas durante as festividades.

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A mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como “doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e apresenta maior incidência entre jovens de 15 a 25 anos. Os sintomas incluem febre, dores na garganta e articulações, inchaço no pescoço e nos olhos, além de manchas brancas na região da garganta.

A recuperação da mononucleose ocorre geralmente em poucas semanas, com sintomas persistindo entre 15 e 30 dias. Após o desaparecimento dos sintomas, recomenda-se a troca da escova dental para evitar recontaminação.

Outras condições comumente transmitidas pelo beijo incluem:

  • Herpes labial, que deve ser evitada especialmente quando há lesões visíveis
  • Candidíase oral (sapinho)

Em entrevista ao G1, a infectologista Tânia Vergara alerta que o contato próximo durante o beijo pode transmitir diversas doenças respiratórias.

“Essas doenças são imunopreveníveis”, explica a médica, destacando que existem vacinas disponíveis tanto no SUS quanto na rede privada, sendo a imunização atualizada a melhor forma de proteção contra essas condições.

Entre as doenças respiratórias transmissíveis pelo beijo estão gripes, catapora, sarampo, caxumba e Covid-19.

Para quem deseja aproveitar o carnaval com mais segurança, é fundamental observar sintomas e aparência da boca de potenciais parceiros. Lesões bucais que persistam por mais de 15 dias sem apresentar melhora devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

As celebrações carnavalescas ocorrem em todo o Brasil, com participantes em blocos, desfiles e festas. Nesses ambientes de aglomeração, o contato físico torna-se frequente, elevando as chances de transmissão de patógenos pela saliva.

A atualização do calendário vacinal e a adoção de precauções básicas são essenciais para reduzir os riscos de contaminação durante essa época festiva.

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