O técnico Fernando Diniz garantiu sua permanência no comando do Vasco e explicou a substituição de Philippe Coutinho durante a partida contra o Volta Redonda. O Cruz-Maltino empatou no tempo normal e avançou às semifinais do Campeonato Carioca 2026 após disputa de pênaltis neste sábado (14/02), em São Januário.
“Nunca pedi demissão na minha carreira. Nunca deixei um time. Se acontecer alguma coisa, vou ser mandado embora. Dificilmente vou pedir demissão“, afirmou Diniz quando questionado sobre a pressão no cargo, que inclui protestos da torcida contra ele, o presidente Pedrinho e o próprio Coutinho.
Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias
Sobre a saída do meia no intervalo, o treinador foi direto: “Não estava bem no jogo, não estava legal e a gente resolveu tirar”. Diniz fez questão de esclarecer seu relacionamento com o meia. “Minha relação ao Coutinho é muito próxima, mais próxima do que vocês imaginam. Muito próxima, muito boa, relação ótima”, declarou.
O Vasco enfrentou dificuldades contra o Volta Redonda e quase foi eliminado da competição. A equipe sofreu um gol no primeiro tempo, em contra-ataque de Ygor Catatau, mas conseguiu o empate com Spinelli, que substituiu Nuno durante a partida.
Diniz criticou duramente a atuação inicial de sua equipe. “O erro é jogar o primeiro tempo parecido com o que a gente fez com o Flamengo. Terrível, sem margem de fazer um mínimo de análise positiva. Muito mal. Mal tecnicamente, taticamente e principalmente, mal animicamente”, afirmou o treinador.
Na análise estatística, o técnico destacou que o Vasco finalizou 31 vezes contra apenas 6 do adversário. Segundo ele, a equipe tem chutado entre 20 e 30 bolas por jogo, mas sente a falta do poder de finalização de Rayan, negociado por quase 40 milhões, após uma proposta inicial de 10 milhões.
Elogios aos substitutos
O treinador elogiou os jogadores que entraram durante a partida. “Spinelli entrou bem, não só o gol, muita disposição. O Rojas entrou bem de novo. Ele já jogou de titular e vai ganhando condição como aconteceu com o Gomez”, declarou Diniz. Sobre Rojas, destacou sua qualidade em finalizações, cruzamentos e bolas paradas.
Diniz comparou a situação atual com seu período no Fluminense em 2023, quando o time ficou dez jogos sem vencer, mas depois conquistou a Libertadores, a Recopa e terminou entre o sexto e sétimo lugar no Brasileiro.
Sobre os desafios táticos enfrentados, o treinador explicou: “Quando tem uma linha de 5, uma linha de 4 e o centroavante ainda voltando para ajudar, é muito difícil”. Ele acrescentou que conforme o jogo avança, o espaço para criar se reduz a apenas 8 metros.
Diniz também comentou sobre os cruzamentos utilizados pela equipe: “Não é questão de entregar a bola ao adversário. Contra a Chape a gente fez um gol de cruzamento. Contra o Botafogo, também. A gente preencheu mal a área no primeiro tempo. Não faz gol só com jogador alto, mas quando preenche bem a área”.
O técnico reconheceu que o time “perdeu tantos jogos”, mas defendeu que a equipe tem apresentado boas atuações, apesar dos resultados negativos em algumas partidas. Ele reafirmou seu compromisso com o clube: “Eu adoro estar no Vasco. Eu escolhi vir pro Vasco”.
O Vasco enfrentará na semifinal do Campeonato Carioca o vencedor do confronto entre Fluminense e Bangu, com data ainda a ser definida pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.
