Uma alegoria gigante que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile da Acadêmicos de Niterói no domingo (15/02) foi filmada desmontada e sendo arrastada nos arredores da Marquês de Sapucaí. O registro em vídeo mostra a alegoria sem uma das mãos e sem a cabeça.
As imagens foram compartilhadas no X (antigo Twitter) pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em suas redes sociais nesta terça-feira (17/2), que escreveu: “No fim, o bem vencerá o mal.”
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Outros vídeos que circulam nas plataformas digitais mostram um momento posterior, quando a cabeça do boneco aparece completamente separada do restante da estrutura e abandonada no meio da via pública.
A desmontagem aconteceu durante o processo de dispersão após a apresentação, procedimento padrão para todas as agremiações que se apresentam na Sapucaí. O tamanho e peso das alegorias frequentemente causam o desprendimento de partes das estruturas durante o transporte pós-desfile.
Veja:
Repercussão política do desfile
O desfile da Acadêmicos de Niterói trouxe como tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, gerando reações imediatas da oposição ao governo federal.
O Partido Novo anunciou na segunda-feira (16/2) que solicitará a inelegibilidade de Lula assim que houver o registro formal de sua candidatura à Presidência. A legenda pretende protocolar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TSE, alegando abuso de poder político e econômico.
O PL também informou que adotará medidas judiciais relacionadas à apresentação. Em comunicado, o partido mencionou o uso de jingle associado a campanhas anteriores, referências a número de urna e elementos visuais ligados ao PT.
Parlamentares da oposição classificaram a apresentação como propaganda eleitoral antecipada. Entre eles estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Kim Kataguiri (União Brasil-SP), além do governador Romeu Zema (Novo).
Posicionamento do PT
O PT se manifestou na segunda-feira (16/2), afirmando que o desfile da Acadêmicos de Niterói foi uma manifestação artística autônoma da agremiação, sem participação, financiamento ou coordenação do partido ou do presidente da República.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói, integrante do Grupo Especial do Carnaval do Rio, recebeu R$ 1 milhão da Embratur para a realização do desfile, mesmo valor destinado às demais escolas da mesma divisão.
