Andreá Funk e Marilene Ramos participaram do programa Corre TMC, apresentado por Mirelle Moschella e André Galvão deste sábado (21/02). Andreá é desenvolvedora do hub “Go! Running”, enquanto Marilene criou a corrida Pliê. As atletas falaram sobre seus projetos e o amor pela corrida.
Jornalista, empresária e maratonista, Andréa Funk corre há 15 anos, já completou dez maratonas e se prepara para a décima primeira, em Praga. A corredora comentou sobre como a corrida entrou na sua vida e a preparação para as maratonas
“eu sempre pratiquei esportes, mas a corrida nunca foi meu esporte principal. Eu morei muitos anos em Santos, fiz faculdade de jornalismo em Santos, tem uma corrida muito conhecida lá, que são os 10km da Tribuna e eu nunca tinha participado. Para mim (a corrida) era um complemento, um condicionamento físico pra vôlei, pra natação, mas correr mesmo, o atletismo, não era o meu esporte”, contou, relembrando a sua primeira prova.
“Vim para São Paulo para trabalhar e eu era assessora de imprensa do Instituto Ayrton Senna, quando estava começando o projeto da ‘Ayrton Senna Racing Day’, aquela prova de revezamento em Interlagos. Eu ia montar a sala de imprensa e falei: ‘estou com sobrepeso, vim para São Paulo, engordei, fumava um maço de cigarro por dia, alimentação era péssima. Vou montar uma equipe e correr com os jornalistas’. Tive que treinar, ia correr 5km. Quem já correu em Interlagos sabe que não é a mesma coisa que correr na rua, a inclinação é diferente, o asfalto é mais quente, não tem sombra, mas eu era a primeira do revezamento, se eu não chegasse ninguém mais ia correr”, disse.
Andréa também ressaltou a importância de iniciar no esporte com orientação e falou sobre sua evolução.
“Eu comecei a correr sozinha, por conta. Eu lia muito e fui ampliando as distâncias, fui para os 21km, mas era uma corrida sem orientação, o que eu não recomendo para quem vai começar, acho que eu teria evoluído muito mais.”
CORRIDA PLIÉ
A Corrida Plié retorna em 10 de maio, Dia das Mães, no Parque do Povo, com nova organização, distância inédita, estrutura ampliada e um calendário de treinões mensais, marcando uma nova fase do movimento criado pela marca
A terceira edição, realizada em setembro de 2025, reuniu cerca de 3 mil participantes nas distâncias de 2km, 4 km, 7 km e 10 km. A prova marcou a estreia do Pelotão Pace Carrinho, destinado a famílias com bebês de até três anos, e implementou reconhecimento facial na área VIP, reforçando agilidade e segurança. Desde a primeira realização, o número de inscritos dobrou, e a participação de estreantes segue em expansão.
Marilene comentou sobre a grande diversidade de faixas etárias que frequentam a corrida.
“São gerações diferentes, famílias inteiras que estão indo. No meu caso, a minha filha que me puxou (para a corrida), então eu vejo muito isso, várias gerações, biotipos e a corrida acaba refletindo o DNA da própria Plié, que já nasceu assim.”
A corredora comentou sobre a criação do “Pace Carrinho” a partir da insegurança de algumas pessoas em participar das corridas.
“A gente vê muito isso principalmente na caminhada. O fato de ter a caminhada dos 4kms abre um espaço gigantesco para essa pessoa que está insegura se vem ou não. Recentemente eu observei que tinham várias mães com os carrinhos de bebê. Também conversei com uma maratonista que tinha parado de correr e estava receosa pensando em como ia voltar a correr. Eu somei essas informações e criei o ‘Pace Carrinho’, que nada mais é do que o último pelotão, inspirado também nas escolas de samba“, disse Marilene.
“Toda corrida tem mães ou pais com carrinho. O que a gente fez foi criar um pelotão que acolha essas pessoas, que ela não tenha medo de sair de casa com o carrinho, sabendo que ela não vai ser atropelada. São só 2km“, completou.
