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Lei de anistia é sancionada na Venezuela e pode beneficiar centenas de detidos

Medida foi aprovada por unanimidade e sancionada por Delcy Rodríguez em meio à pressão internacional e protestos de familiares

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta quinta-feira (19/02), em segunda e última votação, a lei de anistia para presos políticos. O texto foi aprovado por unanimidade e sancionado no mesmo dia pela presidente interina Delcy Rodríguez.

A proposta abrange crimes cometidos desde 1999, ao longo dos 27 anos de chavismo, e prevê a libertação de detidos e a retirada de mandados de prisão internacionais para os beneficiados. Venezuelanos no exterior poderão solicitar o benefício por meio de advogados, mas deverão comparecer pessoalmente à Justiça para que a anistia seja concedida.

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O texto, porém, estabelece exclusões. Ficam fora da anistia condenados por violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade e pessoas que tenham promovido ou participado de ações armadas ou de força contra a soberania do país, inclusive com apoio de Estados ou entidades estrangeiras.

Segundo a ONG Foro Penal, ao menos 644 pessoas continuam presas por motivações políticas. Antes da sanção da lei, 448 detentos já haviam sido libertados, muitos sob liberdade condicional.

O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, afirmou que a medida busca promover “convivência democrática”. O governo nega a existência de presos políticos. Já a oposição e entidades de direitos humanos acusam o chavismo de usar detenções para reprimir dissidentes.

A lei foi impulsionada após a saída de Nicolás Maduro do poder, em janeiro, e ocorre em meio a negociações políticas internas e pressão internacional.

Contexto político

A proposta foi impulsionada por Delcy Rodríguez após assumir o poder, em janeiro, na esteira da captura e deposição de Nicolás Maduro em uma operação atribuída aos Estados Unidos.

Leia mais: Nem Washington nem o governo chavista vão promover um processo democrático na Venezuela

O governo venezuelano nega a existência de presos políticos. Já a oposição e entidades de direitos humanos acusam o chavismo de usar detenções para reprimir dissidentes, incluindo políticos, jornalistas, ativistas e integrantes das forças de segurança, com acusações como terrorismo e traição.

A aprovação da lei ocorre em meio a negociações políticas internas e sob pressão internacional, com expectativa de que a medida possa abrir caminho para o retorno de opositores que vivem no exterior.

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