A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu acordo formal com o Conselho da Paz, comandado pelo presidente norte-americano Donald Trump, para construir uma infraestrutura esportiva em Gaza, incluindo a construção de um estádio com capacidade para 20 mil pessoas.
O plano prevê investimento de US$ 75 milhões, como anunciado ontem (19/2) na reunião inaugural do Conselho da Paz, que não inclui representantes palestino.
A iniciativa abrange desde a instalação de minicampos até a edificação de um estádio nacional capaz de sediar eventos esportivos e culturais. O acordo foi assinado por Gianni Infantino e representantes do Conselho Executivo para Gaza, do Comitê Nacional para a Administração de Gaza e pelo Alto Representante para a região.
Estrutura do projeto
O programa da Fifa está dividido em quatro fases com cronogramas específicos.
A etapa inicial, chamada de “Ativação da Comunidade”, durará de três a seis meses. A previsão é de que sejam instalados 50 minicampos FIFA Arena próximos a centros educacionais e moradias para criar espaços de jogo seguros e acessíveis. A implementação incluirá o programa FIFA Futebol para Escolas, a distribuição de equipamentos e atividades estruturadas para a base do futebol.
A segunda etapa, chamada de “Infraestrutura profissional”, tem previsão de 12 meses. Cinco campos de tamanho oficial serão desenvolvidos, permitindo o estabelecimento de clubes locais organizados e o fortalecimento de percursos estruturados no futebol, segundo a previsão. Esses campos oficiais são destinados à criação de clubes locais na região.
A terceira fase, “Academia FIFA”, levará de 18 a 36 meses. Um centro de excelência será criado para integrar esporte de elite, educação e alojamento. A academia apoiará a identificação de talentos, o desenvolvimento profissional e oportunidades de emprego qualificado.
A última fase, “Estádio Nacional”, também prevista para 18 a 36 meses, contempla a construção de um estádio nacional com capacidade para 20 mil pessoas. A estrutura poderá sediar eventos esportivos e culturais e gerar receitas.
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Destruição em Gaza
Ao anunciar os investimentos de US$ 7 bilhões para “reconstruir Gaza” e US$ 75 milhões para a estrutura esportiva da Fifa, Trump e os membros do Conselho da Paz não detalharam como será feita a reconstrução.
Um novo estudo da revista médica The Lancet Global Health e divulgado pela agência internacional Reuters aponta que mais de 75.000 palestinos foram mortos nos primeiros 15 meses do ataque militar de Israel em Gaza, um número muito superior às 49.000 mortes anunciadas pelas autoridades de saúde locais na época.
Desses, a maioria das vítimas (56,2%) que morreram de forma violenta em Gaza eram mulheres, crianças e idosos, segundo o estudo.
Na última quarta-feira (18/2) a Nações Unidas anunciou o início da retirada de cerca de 370 mil toneladas de resíduos acumulados em uma parte da Faixa de Gaza nos últimos dois anos.
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