Pela primeira vez, a fabricante chinesa BYD superou a tradicional marca norte-americana Ford em vendas globais de veículos em 2025. O dado reforça o avanço da eletrificação e o protagonismo da China no setor automotivo mundial. A montadora chinesa, que produz suas próprias baterias e possui uma produção altamente verticalizada, está sediada no país que hoje representa o maior mercado de carros do mundo, com mais de 30 milhões de unidades comercializadas por ano, em contraste com os 15 a 16 milhões de carros anuais do mercado dos Estados Unidos.
O mercado brasileiro também acompanha essa revolução com o anúncio de novas fábricas de baterias. A BYD deve instalar uma unidade de produção de baterias no Brasil, localizada em Camaçari, na Bahia. Em paralelo, a empresa brasileira WEG divulgou que também fabricará baterias no país. O foco da companhia nacional serão as baterias estacionárias, que são úteis tanto para carregadores de carros quanto para a ampliação da infraestrutura elétrica.
No cenário global, as montadoras tradicionais continuam a ampliar seus portfólios. Nos Estados Unidos, a Toyota realizou o lançamento do modelo Highlander 100% elétrico. A fabricante, que atualmente é a marca que mais vende carros no mundo, oferece um produto elétrico inédito, evidenciando os próximos passos do mercado e o crescimento do segmento, mesmo com vendas ainda inferiores às da Tesla no país norte-americano.
No âmbito legislativo, o estado de São Paulo sancionou a chamada “lei do direito à recarga”, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas. A medida garante aos proprietários o direito de carregar seus veículos em condomínios, eliminando grandes discussões com síndicos e vizinhos para a instalação de infraestrutura. A legislação paulista é apontada como um exemplo que pode inspirar leis semelhantes em outros estados brasileiros.
O impacto de todas essas movimentações já reflete nos números do mercado nacional. Em janeiro, mais de 10% das vendas de carros no Brasil foram de veículos 100% elétricos ou híbridos plug-in, ou seja, modelos que precisam ser carregados na tomada. No quadro geral, os veículos eletrificados já ultrapassam os 15% de participação. Os dados confirmam que a eletrificação é um movimento em avanço contínuo.
