O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu neste sábado (21/2) críticas feitas pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e afirmou que nem ele nem Michelle Bolsonaro têm “amnésia”, como sugerido pelo filho do ex-presidente.
As declarações foram dadas após visita de cerca de duas horas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.
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Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro afirmou que Michelle e Nikolas não têm demonstrado apoio público suficiente à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ele, aliados ligados ao ex-presidente deveriam se dedicar com mais empenho à campanha.
Nikolas discordou das críticas e defendeu Michelle. O deputado afirmou que está acostumado a ataques e disse que o momento exige foco nas prioridades do grupo político.
“Eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que fui atacado injustamente”, declarou. O parlamentar também afirmou que não pretende ampliar divergências internas e declarou que acredita haver “um Brasil para salvar”.
Bolsonaro discute eleições na prisão
Mesmo preso desde 15/01, Jair Bolsonaro tem recebido aliados e discutido estratégias eleitorais do Partido Liberal (PL). Parlamentares da legenda relatam que o ex-presidente tem conversado sobre a formação de chapas, disputas estaduais e a construção de palanques para 2026.
Em Minas Gerais, um dos temas da conversa entre Nikolas e Bolsonaro foi a definição da chapa do partido no estado. O deputado já declarou que disputará a reeleição à Câmara e afirmou que trabalha para encontrar um nome competitivo ao governo mineiro.
Recentemente, Nikolas disse que pretende evitar que candidatos “não alinhados aos seus valores” sejam lançados pela sigla em Minas, o que gerou tensão interna no partido. Ele, no entanto, negou que esteja planejando deixar o PL.
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Tensão no grupo bolsonarista
As divergências ocorrem em meio a articulações eleitorais e manifestações organizadas por aliados do ex-presidente. Parte da base bolsonarista tem defendido que a prioridade do grupo seja a pauta da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, após condenação por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e outros delitos ligados aos atos antidemocráticos.
